segunda-feira, 27 de junho de 2011

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Al Gore, um oportunista



Não há sombra de dúvidas que as questões climáticas passaram definitivamente a ser o centro das preocupações e das disputas políticas internacionais. O debate em torno da mudança climática se tornou altamente politizado e alarmista. O dito "amplo consenso" da comunidade científica propalado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, pelas iniciais em inglês) é uma falácia visto que a posição "default" da ciência é o de questionamento. O consenso é algo próprio da política. O que importa são os resultados reproduzíveis. Os grandes cientistas da história são grandes precisamente porque romperam os consensos.
Não há também dúvida de que nosso planeta possa aquecer ou esfriar. Um ou outro efeito tem acontecido por milhares de anos. Atualmente não está tão quente como foi o clima de séculos atrás, antes mesmo da Revolução Industrial e da queima de combustíveis fósseis como hoje. Por que então se sonega da população a variabilidade climática natural ocorida no continente ao longo dos últimos cem anos?
A mensagem de Al Gore contra a mudança climática foi mostrada no documentário Uma Verdade Inconveniente e se trata de uma questão política. Ele faz um chamado ao povo americano para conservar a energia reduzindo o consumo elétrico em casa, mas somente em sua mansão em Nashville consome por mês mais eletricidade do que o lar médio americano em todo o ano, de acordo com a companhia elétrica Nashville Electric Service. Como o porta-voz eleito pelo movimento ecologista da mudança climática, Al Gore teria que trilhar seu caminho e fazer o que prega, quando se refere ao uso de energia em seu próprio lar. Deveria ter sido premiado com o Oscar da Hipocrisia em primeiro lugar.


Também não existe justificativa para o Sr. Gore ganhar o Nobel da Paz. Existem erros factuais, exageros e induções em seu livro e filme, que somente mostram sua militância política e não uma análise imparcial da ciência da mudança climática. O juiz inglês Justice Burton da Suprema Corte de Londres identificou nove erros significantes no filme e ao decidir se o filme poderia ser ou não mostrado em todas as escolas secundárias, ele então somente liberou com ressalvas, desde que os professores avisem que se trata de uma opinião unilateral. Gore apresenta fotos retratando os 2% do gelo oceânico do hemisfério norte que estão dramaticamente esquentando mas ignora os restantes 98% que têm ficado mais frios nos últimos 35 anos. Nós não deveríamos saber desses fatos?

A Ciência, na arena pública, é comumente usada como uma fonte de autoridade para ameaçar oponentes políticos e doutrinar cidadãos desinformados. Isso é o que tem sido feito com o relatório do IPCC. A verdadeira agenda dos ambientalistas extremistas tem pouca ou nenhuma correlação com a mudança climática. Sua agenda real é encontrar meios de controlar nossas vidas. A ânsia de regulamentar as emissões de dióxido de carbono – e efetivamente controlar a energia – parece estar baseada mais em cunho ideológico do que científico ou qualquer preocupação real a respeito do clima.

A autora é CEO do Instituto Liberdade, Membro do Conselho Superior da Associação Comercial de Porto Alegre, Membro do Conselho Consultivo do Instituto Federalista, Membro do Conselhor Deliberativo do CIEE-RS e Associada do Instituto de Estudos Empresariais.