segunda-feira, 3 de setembro de 2012

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Nibiru à Vista? Astrônomo brasileiro dá novo rumo à busca pelo Planeta X

A busca por evidências da existência do Planeta X – o misterioso planeta hipotético no limite de nosso sistema solar – tomou um novo rumo graças aos cálculos de um astrônomo brasileiro. Rodney Gomes, astrônomo do Observatório Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, afirma que as órbitas irregulares de pequenos corpos gelados além de Netuno implicam que um planeta quatro vezes maior que a Terra está girando em volta do nosso sol nas bordas do sistema solar. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Gomes mediu as órbitas de 92 objetos do cinturão de Kuiper – pequenos corpos e planetas anões – e afirmou que seis desses objetos pareciam ser arrastados para fora de curso em comparação com suas órbitas esperadas.
Na terça-feira, Gomes contou aos pesquisadores da Sociedade Americana de Astronomia que, provavelmente, a razão para essas órbitas irregulares fosse um companheiro solar de massa-planetária – um corpo distante do tamanho de umplaneta que é poderoso o bastante para mover os objetos do cinturão de Kuiper. Ele sugere que o planeta seria quatro vezes do tamanho da Terra – quase do tamanho de Netuno – e estaria 1,5 mil vezes mais longe do sol do que o nosso planeta.



Mesmo estando em cima do muro, outros astrônomos aplaudiram os métodos utilizados pelo brasileiro. Rory Barnes, da Universidade de Washington, falou à National Geographic que Gomes “traçou um caminho para determinar como um planeta seria capaz de ‘esculpir’ partes do nosso sistema solar”. “Por enquanto, a evidência ainda não existe. Eu acho que o principal ponto que ele demonstrou é que há maneiras de encontrar essas evidências. Mas não acho que haja provas de que o planeta realmente está lá”, afirmou Barnes.
“Para mim, é surpreendente que um companheiro solar tão pequeno quanto Netuno possa ter os efeitos que ele Rodney Gomes vê. Mas eu conheço Rodney e tenho certeza de que ele fez os cálculos corretos”, disse Hal Levison, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado.
Fonte: Terra