quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

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O QUE SERIA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA SEM A FORÇA DA MENTE?

Quase todas as pesquisas com medicamentos são cientificamente inválidas devido à influência da mente; a ciência da “Big Pharma(*)” se dissolve na criação ilusória de uma realidade idealizada...

Artigo de Mike Adams (NaturalNews.com)

Tradução: José Carlos Brasil Peixoto

Um estudo novo na Science Translational Medicine lançou dúvidas sobre a validade científica de quase todas as pesquisas e estudos randomizados duplo-cegos controlados com placebo envolvendo fármacos utilizados em seres humanos. Acontece que muitos medicamentos só funcionam porque as pessoas esperam que eles funcionem, não porque tenham qualquer "efeito real químico real" sobre o corpo. Como você verá nesse artigo, quando os sujeitos de pesquisa foram informados de que eles não estavam recebendo medicamentos analgésicos - mesmo que de fato fossem – tal medicamento se mostraria completamente inútil.


O presente experimento envolveu a aplicação de calor nas pernas das cobaias, a fim de causar dor, subsequentemente foi aplicado um medicamento analgésico para um gotejamento IV e avaliado os graus de dor desses indivíduos. Quando o medicamento analgésico estava presente, os indivíduos do teste foram informados sobre isso, como esperado, sua pontuação de dor caiu significativamente. Mas quando os sujeitos sob pesquisa foram informados de que a medicação para a dor tinha sido interrompida, os níveis de dor voltavam ao original, aos níveis não-medicamentosos, embora a medicação estivesse secretamente sendo pingado na aplicação intravenosa.

A mente do paciente, em outras palavras, é o que realmente determina a "eficácia" da droga analgésica, não o efeito químico da droga em si.

Falando à BBC, a professora Irene Tracey da Universidade de Oxford, disse: "É fenomenal, é muito legal. É um dos melhores analgésicos que temos e influenciar o cérebro pode aumentar consideravelmente o seu efeito, ou suprimi-lo completamente."(http://www.bbc.co.uk/news/health-12 ...).


Como apontado por George Lewith, professor de pesquisa em saúde da Universidade de Southampton, estes resultados põem em questão a validade científica de muitos ensaios clínicos randomizados. Ele disse: "Isso é uma grande quantia de água fria sobre a fervura dos ensaios clínicos randomizados, que não levam em conta a expectativa."

Muitos produtos farmacêuticos só funcionarão se você acredita que eles assim o fazem

O significado real da pesquisa, como você percebe, é que a mente é o principal determinante da eficácia de muitas drogas, não o chamado perfil químico intrínseco dessas drogas. Isto tem sido provado, uma vez após outra com não apenas com analgésicos, mas também com medicamentos antidepressivos, que têm falhado reiteradamente em comparação com placebos.

Mas tudo isso traz à tona uma pergunta: Se muitos medicamentos só funcionam porque a mente os torna realmente eficientes, então por que algumas drogas parecem melhores que um placebo nos ensaios clínicos?

A resposta para isso provavelmente irá surpreendê-lo: É porque quando as pessoas estão em estudos randomizados, controlados com placebo, eles são geralmente tem a esperança de obter a droga real, não o placebo. E como eles determinam se eles estão recebendo o "real" de drogas? Pela presença de efeitos colaterais! Quando os efeitos colaterais começam a aparecer - prisão de ventre, distúrbios sexuais, náuseas, dores de cabeça, etc. -, então os participantes se convencem de que eles receberam o "medicamento real"! A partir daquele momento, sua mente o torna real! Assim, a pressão arterial, em seguida, começa a descer, ou o seu colesterol mostra queda nas taxas, e assim por diante.

Os pacientes tornam real qualquer expectativa que lhes for dada assim que forem recrutadas para as pesquisa de medicamentos. Mesmo o ato de recrutar pessoas para testes com medicamentos estabelece uma expectativa em suas mentes. Os pacientes, afinal, são recrutados para uma experimentação com “drogas contra o câncer" ou "experimentação de medicamentos para hipertensão" ou algum outro ensaio em que o resultado esperado é evidenciado durante a fase de recrutamento.

Isso tudo é muito importante para entender que eu vou esmiuçá-lo em passo a passo:

Porque os efeitos "positivos" farmacêuticos são gerados pelas mentes dos participantes de um ensaio clínico:

Passo 1: Os participantes de ensaios clínicos são recrutados através de um julgamento que é anunciado como uma pesquisa de uma droga para um determinado resultado, como a redução da pressão arterial, interromper o câncer, normalizar o açúcar no sangue, etc. Isso define a expectativa dos efeitos das drogas na mente do pacientes, mesmo antes do julgamento começar.

Passo 2: Quando começa o processo, os participantes do ensaio clínico são informados de que a metade receberá a droga "real", e a outra metade receberá um placebo, mas é um estudo cego, de modo que ninguém sabe se eles estão recebendo a droga ou o placebo.

Passo 3: Os participantes do estudo começam a tomar os comprimidos, mas eles não sabem se eles estão recebendo drogas ou placebo.

Passo 4: Os participantes que estão recebendo as drogas reais começam a mostrar os tóxicos efeitos colaterais (porque a maioria dos fármacos são tóxicos para o organismo). Isso os excita porque eles concluem que estão sob a ação de drogas "reais"

Passo 5: Os participantes que concluem que estão sob drogas "reais", em seguida, através do poder de suas mentes, fazem seus corpos tornar reais os efeitos fisiológicos que foram impressos em suas mentes em um passo 1! Seja qual for a expectativa das drogas que lhes foi explicada antes do experimento, em outras palavras, é subitamente tornada real pela mente do paciente.

Passo 6: Enquanto isso, os pacientes que recebem as pílulas com placebo e não tem efeitos colaterais se convencem de que eles não estão recebendo o "medicamento real" e, portanto, não devem perceber efeitos fisiológicos positivos. Assim, suas mentes tornam isso real, igualmente, e eles não obtêm nenhum benefício de toda a experiência.

Passo 7: Após o término do ensaio clínico, os pesquisadores comparam os resultados do grupo de placebo contra os resultados do grupo com medicamentos, e adivinhem? Os medicamentos parecem ter um desempenho melhor! Mas foi o tal medicamento que realmente causou isso? De modo algum: Foram as expectativas dos “cobaias” do estudo que tornaram os efeitos reais. As drogas, em outras palavras, só parecem eficientes, como resultado de um pensamento idealizado.

Como você pode ver aqui, isso põe em questão a validade científica de qualquer pesquisa duplo cego controlada, para medicamentos comparados com placebo, que já tenha sido realizada. A falha crítica científica que todos compartilham, como vemos, é que, como parte do ensaio clínico, os pesquisadores definem as expectativas dos resultados da droga na mente dos pacientes. É aquelas mentes que em seguida, tornam os efeitos reais, não necessariamente as drogas.

Isso leva à fascinante conclusão de que no sistema médico atual, muitos medicamentos só podem funcionar quando os pacientes esperam que eles funcionem, porque é a mente do doente que cria os efeitos fisiológicos e não a própria droga em si.

Dessa forma como você pode resolver isso e criar um processo verdadeiramente científico, que elimina o efeito da mente?

Como elaborar um julgamento verdadeiramente científico clínico usando medicamentos

A resposta é mais simples do que você pensa: Nos seres humanos, você deve impedir que os participantes do ensaio de receberem qualquer expectativa dos efeitos de um medicamento sob pesquisa. Em outras palavras, você não pode registrar pacientes em uma "pesquisa com drogas para pressão sanguínea", porque aí já estabeleceu a expectativa de que tal droga vai diminuir a pressão arterial.

Você essencialmente tem que registrar as pessoas para um teste com uma droga "misteriosa" sem nenhuma expectativa de qualquer efeito algum. Dessa forma, a mente dos participantes do estudo não é mais uma variável no resultado do julgamento da droga. A partir de então, todos os vários efeitos fisiológicos nos pacientes devem ser monitorados. Com mentes dos pacientes agora fora do contexto, você pode obter uma avaliação honesta da ação química genuína da própria droga.

Porque a maioria dos ensaios clínicos são cientificamente inválidos

É fascinante, claro, que praticamente não existam ensaios clínicos já realizados dessa maneira. As pesquisas com medicamentos hoje são quase universalmente descritos para pacientes, juntamente com as expectativas do resultado. Isso tem sido feito ao longo de décadas sob a falsa crença de que a mente de alguma maneira represente algum papel na fisiologia do corpo. Pesquisadores médicos e cientistas convencionais acreditavam erradamente que a apenas a química iria ditar o resultado do julgamento. A mente não tinha nada a ver com isso, eles alegavam.

Eles estavam errados. A mente tem tudo a ver com isso. Na verdade, a mente pode tornar um placebo "real" e tornar uma droga inútil. A mente tem controle quase total sobre o resultado do julgamento. Uma vez que isso quase nunca foi levado em conta, todos os ensaios clínicos que ignoraram a influência da variável intenção são, falando tecnicamente, cientificamente inválidas. Não há qualquer método de saber se o resultado do julgamento foi devido à droga ou a mente.

E isso torna a mente uma variável na questão científica que está ativamente funcionando em um ensaio clínico. Quando a mente está participando, você não pode declarar cientificamente que os resultados alcançados foram simplesmente devido à droga em si. A menos, claro, que se negue a influência da mente. E é precisamente esse o erro que tem sido feito desde o início da moderna ciência médica.

A indústria científica farmacêutica cai por terra, na presença da mente

Depois de entender o poder da mente, quer criando os verdadeiros efeitos fisiológicos no corpo ou ao anular os dos produtos químicos que estão sendo administrado ao organismo, você imediatamente chega a surpreendente conclusão: a "ciência" da Big Pharma não é científica!

Quase todos os resultados de dezenas de milhares de ensaios clínicos que foram realizados ao longo das últimas décadas deve agora ser posta em questão. Em quais ensaios os pacientes produziram seus próprios resultados positivos apenas com o poder da sua mente depois de crer que os efeitos secundários negativos significavam que eles estavam recebendo os medicamentos "reais"?

Não é uma questão secundária. Esta questão, na verdade, vai demolir a moderna ciência "farmacêutica", uma vez que seja totalmente compreendida. A indústria farmacêutica, como visto, precisa do poder da mente para fazer seus medicamentos parecerem funcionais! Sem o engajamento do fator "Expectativa idealizada" (whishful thinking), é bastante provável que a maioria dos produtos farmacêuticos simplesmente não funcionaria.

A verdade é que praticamente todos os efeitos dos medicamentos mais comumente prescritos - medicamentos para diabetes, pressão arterial, drogas analgésicos, medicamentos tipo estatina e assim por diante - pode ser alcançadas com o uso de qualquer droga. A única razão necessária para produzir os efeitos positivos é a expectativa de resultados positivos na mente dos pacientes.

Existem, certamente, exceções, é claro. Drogas de anestesia parecem não requerem a participação ativa da mente dos pacientes, para funcionar como o esperado. Da mesma forma, há certamente nutrientes, como vitamina D, que funcionam no corpo humano, independentemente se uma pessoa "acredita" em vitamina D.

A questão real percebe-se, é o que acontece na intersecção da biologia molecular e da expectativa da mente? A ciência médica moderna tem um conhecimento quase nulo sobre esse assunto porque ela negou a existência da mente. A maioria dos chamados "céticos", por exemplo, não acreditam que não exista tal coisa como a mente. Os seres humanos são apenas robôs biológicos, dizem eles, e cérebros são meras máquinas moleculares que realizam ações deterministas puramente baseadas em leis da química e da física. A mente, eles insistem, não existe.

Não é surpresa que os seus ensaios clínicos não levam a mente em conta. E é por isso que os seus ensaios clínicos são agora desmascarados como auto ilusão médica. Eles pensavam que seus medicamentos estavam funcionando, mas na verdade foi a mente dos pacientes que forneceram os resultados.

A grande censura do poder da mente

Mas não se espere que a indústria medicina convencional reconheça algo como isso. Para continuar sua farsa de "produtos farmacêuticos validado cientificamente", a indústria deve procurar desesperadamente ficcionar que a mente não tem nada a ver com os ensaios clínicos.

É por isso que a indústria farmacêutica está tentando negar a existência da mente. É por isso que jornais médicos relutam em publicar estudos que invocam o poder da mente, e é por isso que as escolas médicas se recusam a ensinar aos estudantes de medicina sobre a medicina corpo-mente.

O efeito placebo- talvez a mais poderosa ferramenta única para a cura- é totalmente descartado, tido como inútil por todo profissional médico!

A mente é tão poderosa que pode tornar os medicamentos obsoletos. Quando os médicos verdadeiramente compreendem e são capazes de aproveitar o poder da mente, eles não precisarão de fármacos de rotina. Eles só terão que capacitar os doentes com a crença factualmente correta que eles têm o poder da cura dentro de si, e as drogas químicas têm sido apenas um metafórico símbolo químico que permitiu a mente acreditar que a cura estava ocorrendo.

Esta é uma questão cultural, é claro. A cultura do nosso mundo moderno é a do reducionismo. A ciência ocidental refuta o poder da mente e nega aos indivíduos o poder de curar. A cura deve vir de intervenção externa, somos ensinados: através de substâncias químicas, radiação ou cirurgia.

Em um mundo paralelo, com exatamente, a mesma biologia, mesma consciência e idêntico meio ambiente, outra raça de criaturas humanas - poderiam ter escolhido um caminho diferente - o caminho da responsabilização dos enfermos, onde os médicos são simples guias que ensinam os pacientes como se curar. A cura é uma arte pessoal, feita de dentro para fora, não através de intervenções químicas perigosas. Tudo o que é necessário para que este mundo paralelo se torne uma realidade é uma mudança nas crenças do povo. Quando a sociedade aceitar como verdadeiro o poder da mente, de repente se torna perceptível como uma massa de mentalidade fraca sempre espera as figuras com autoridade para dizer o que é real.

Mas a verdade mais profunda da questão é que o que é real é o que você faz real. Sua mente, por si só, pode alterar a sua fisiologia, neutralizar drogas tóxicas, parar a dor e provavelmente, até mesmo, realizar outros feitos aparentemente milagrosos, como recuperar membros perdidos. O que é necessário para chegar lá não é a tecnologia, mas sim a crença na capacidade da mente em obter um resultado no corpo.

É especialmente fascinante que isso não seja mais apenas uma idealização redentora: é uma conclusão cientificamente validada por estudos rigorosos que envolvem as expectativas do paciente. Agora, a interação do corpo e da mente é a nova ciência!



Tradução: José Carlos Brasil Peixoto, 22022011

(*) Big Pharma é um termo jocoso aplicado ao conjunto das indústrias farmacêutica.

Obs.: todas as referências estão dentro do artigo original.


Artigo original: http://www.naturalnews.com/031451_drug_trials_placebo_effect.html