sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

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Pesquisadores desenvolvem engrenagem de levitação magnética

Um projeto criado por engenheiros europeus ainda está sendo analisado, porém pode se dizer que esse projeto consiste no desenvolvimento engrenagens magnéticas em pequena escala, que transformam a velocidade de um eixo de entrada para outro eixo de saída. 


engrenagem-magnetica
“É a primeira vez na história que o eixo de entrada e o eixo de saída de um câmbio redutor ficam flutuando sem nenhum tipo de contato” [Imagem: UC3M]


  Os pesquisadores desenvolveram uma caixa de câmbio baseada na levitação magnética. Isso significa que o eixo que vem do motor não toca o eixo que levaria a tração para as rodas ou algum outro mecanismo acionado. Mas, neste caso, ao contrário de um redutor de engrenagens convencional, esta transmissão é feita sem o contato entre as peças graças ao magnetismo. Uma das principais vantagens é a ausência de desgastes entre as peças, o que torna desnecessária a lubrificação. “A vida operacional destes equipamentos pode ser muito maior do que a vida dos câmbios redutores convencionais com engrenagens dentadas, e podem até mesmo trabalhar em temperaturas criogênicas”, diz Efrén Díez, da Universidade Carlos III de Madri, na Espanha.

 Ele pode funcionar até mesmo depois de uma sobrecarga. Se o eixo for bloqueado, “as partes simplesmente deslizariam entre si, mas não quebrariam”. Além disso, seria produzido menos ruído e vibração, e a transmissão poderia ser feito mesmo através de uma barreira. 

“É a primeira vez na história que o eixo de entrada e o eixo de saída de um câmbio redutor ficam flutuando sem nenhum tipo de contato” [Imagem: UC3M] Caixa de engrenagem que levita “É a primeira vez na história que o eixo de entrada e o eixo de saída de um câmbio redutor ficam flutuando sem nenhum tipo de contato, e podem manter um mecanismo que não contém nada mais girando a 3 mil rotações por minuto com temperaturas criogênicas,” afirma o professor José Luíz Perez Díaz. Embora o objetivo principal do projeto seja construir um protótipo que pode ser utilizado em condições extremas no espaço, um outro projeto que pode ser utilizado à temperatura ambiente também foi desenvolvido. No espaço o protótipo criogênico que tem sido desenvolvido para funcionar a uma temperatura de -210° C no vácuo.

 O mecanismo onde se apoiam os dois eixos são esferas supercondutoras que geram forças de repulsão estáveis, não deixando os eixos vibrarem ou girarem e evitam possíveis desalinhamentos. No espaço existem variações que acionam “braços de robôs ou posicionadores de antena”, onde os movimentos de alta precisão são necessários para veículos que, por causa da temperatura, condições extremas e ausência de pressão, reduzem a duração dos mecanismos convencionais. É o que acontece com as rodas de um Rover que tem que ir até Marte. Os imãs supercondutores para o protótipo feito para Terra tiveram que ser substituídos por imãs permanentes. 

Segundos os engenheiros, a caixa redutora terá grande apelo nas indústrias alimentícias e farmacêuticas, onde a ausência de óleos lubrificantes é um fato importante devido às estritas exigências de limpeza. Mas, segundo eles, o equipamento pode ser usado em qualquer aplicação que seja necessário um câmbio, ou caixa de redução. 

Assista ao vídeo: 







Fonte: Project webpage: www.magdrive.eu