quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

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Trabalhador pagará pela corrupção do Governo tendo benefícios cortados


Para tapar furo de rombo deixado pela corrupção o governo anunciou mudanças nas regras do seguro-desemprego. Os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Nelson Barbosa anunciaram medidas provisórias que mudam os critérios de adesão a benefícios previdenciários, como seguro-desemprego e pensão por morte. O objetivo é economizar 18 bilhões de reais em 2015 — ou 0,3% do Produto Interno Bruto  — para tentar se recuperar do rombo recorde de 18,31 bilhões de reais.

No curto e grosso: trabalhador pagará pelo furo da corrupção. O Tesouro Nacional divulgou nesta segunda-feira (29) o  pior resultado histórico para mês de novembro. Isso significa que o governo gastou mais do que poderia durante os 11 meses do ano e que as arrecadações não conseguirão superar seus gastos. 

O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de 6,711 bilhões de reais. Como as contas de Dilma durante seu mandato extrapolaram o limite o governo decidiu mudar as regras para o trabalhador receber o seguro desemprego. O governo propõe que, para receber o benefício, o trabalhador tenha ficado pelo menos 18 meses trabalhando, caso seja seu primeiro emprego. Já no caso do segundo emprego, será preciso trabalhar ao menos 12 meses para receber o seguro.