quinta-feira, 27 de março de 2014

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Papa João XXIII Falou Vinte Minutos Com um Alienígena


Uma das revelações mais espetaculares já divulgadas sobre o Vaticano narra o episódio relatado pelo assistente do Papa João XXIII (1881-1963) que, em declarações à imprensa em 2005 disse que o evento mais estranho envolvendo o Sumo Pontífice foi um encontro entre sua santidade e um homem de outro planeta, um extraterrestre.



Segundo o secretário papal, Loris Capolvilla (um dos mais velhos bispos católicos em 2012), o Papa João XXIII teria tido um contato cordial com um alienígena nos jardins da pontifícia residência de verão, em Castel Gandolfo.


O incidente aconteceu em Julho de 1961 quando João XXIII, também chamado o Papa Bom passeava em companhia de Capolvilla. Depois de caminhar ali uns poucos minutos, ambos observaram no céu um estranho objeto oval que emanava uma luz brilhante de coloração azul e âmbar. A nave manteve-se no ar por alguns momentos antes de pousar no relvado.



Então, um ser com forma humana cercado por uma aura dourada e orelhas alongadas saiu da espaçonave. O Papa e seu secretário ajoelharam-se, mesmo sem saber exatamente o que estavam vendo - e começaram a rezar acreditando que tratava-se de um fenômeno ou milagre celestial.


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Passados alguns instantes, o Papa decidiu aproximar-se da criatura e começou a conversar com o estranho. Esta conversa durou cerca de 20 minutos. Depois da confabulação, o Papa voltou a reunir-se com o secretário e confidenciou-lhe a seguinte mensagem:

Os filhos de Deus estão por toda parte embora, às vezes, tenhamos dificuldade em reconhecer nossos próprios irmãos.



Depois, declarou que não falaria mais sobre o assunto e jamais João XXIII revelou, nem mesmo aos seus mais fiéis colaboradores o inusitado acontecimento.

                                 Veja o Vídeo Abaixo:

  

                          









quarta-feira, 26 de março de 2014

30 Coisas Que Você Deve Parar De Fazer A Si Mesmo.



Marc e Angel, dois escritores passionais, life-hackers e “admiradores do espírito humano”, chegaram a uma lista de 30 coisas que você parar de fazer a si mesmo. Se você gosta da listagem deles, visite o site deles e se inscreva em sua surpreendente lista de novidades.
#1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas. – A vida é muito curta para perder tempo com pessoas que sugam a sua alegria para fora de você. Se alguém quer você em sua vida, eles vão criar espaço para você. Você não deveria ter que lutar por um lugar. Nunca, jamais insista em aparecer diante de alguém que subestima o seu valor. E lembre-se, seus verdadeiros amigos não são as pessoas que estão ao seu lado quando você está vivendo seus melhores dias, mas sim aqueles que permanecem mesmo nos piores momentos.
#2. Pare de fugir dos seus problemas. – Encare-os de frente. Não, não vai ser fácil. Não há ninguém no mundo capaz de sair ileso de cada pancada que leve. Não é esperado que estejamos aptos a imediatamente resolver quaisquer problemas.  Simplesmente não somos feitos desta forma. Na verdade, somos feitos para nos irritarmos, nos entristecermos, nos machucarmos, tropeçarmos e cairmos. E é por isto ser a razão mesma de viver – encarar problemas, aprender, se adaptar, e resolvê-los ao longo do tempo. Isso é o que efetivamente nos molda na pessoa que nos tornamos.
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#3. Pare de mentir para si mesmo. – Você pode mentir para qualquer outra pessoa no mundo, mas você não consegue mentir para si mesmo. Nossas vidas melhoram apenas quando arriscamos encarar as oportunidades, e a primeira e mais dificil oportunidade que podemos encarar é sermos honestos conosco mesmos.
#4. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano. – A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo no processo de “amar” alguém demais, e esquecer de que você é especial, também. Sim, ajude aos outros; Mas ajude-se também. Se existe um momento para correr atrás de sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo,este momento é agora.
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#5. Pare de tentar ser alguém que você não é.  – Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade.
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#6. Pare de se apegar ao passado. - Você não pode iniciar o próximo capítulo da sua vida se você continua relendo o anterior.
Max Rossi / Reuters
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#7. Pare de ter medo de cometer erros. – Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez, do que daquelas que fez.
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#8. Pare de se reprender por velhos tropeços. - Nós podemos amar a pessoa errada e chorar sobre as coisas erradas, mas não importa o quão erradas as coisas se tornem, uma coisa é certa, os enganos nos ajudam encontrar a pessoa e as coisas que são certas para nós. Todos cometemos enganos, temos tropeços e mesmo nos arrependemos das coisas em nosso passado. Mas você não é seus enganos, nem seus tropeços, e você está aqui AGORA com o poder de definir o seu dia e o seu futuro. Toda e cada coisa que aconteceu na sua vida está te preparando para um momento que ainda virá.
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#9. Pare de tentar comprar felicidade. - Muitas das coisas que desejamos são caras. Mas a verdade é que, as coisas que realmente nos satisfazem, são totalmente grátis – amor, risadas e trabalhar naquilo que nos apaixona.
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#10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros. – Se você não está feliz com quem você é por dentro, você tampouco será feliz em um relacionamento de longo prazo com quem quer que seja. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes que possa compartilhá-la com mais alguém.
#11. Pare de ficar ocioso. - Não pense demais ou você criará um problema que nem existia, para começar. Avalie as situações e tome ações decisivas. Você não pode mudar o que se recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos. Ponto! Vocẽ não pode andar até a segunda base e manter o seu pé ainda na primeira.
#12. Pare de pensar que você não está pronto. - Ninguém realmente se sente 100% pronto quando uma oportunidade aparece. E isto acontece porque as mais grandiosas oportunidades na vida nos forçam a crescer além das nossas zonas de conforto, o que significa que não estaremos totalmente confortáveis, no início.
#13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas. – Relacionamentos devem ser escolhidos com sabedoria. É melhor estar só do que em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se alguma coisa deve ser, ela acontecerá – no seu tempo certo, com a pessoa certa e pela melhor das razões. Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver solitário.
#14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram. – Na vida você perceberá que existe um propósito em conhecer cada pessoa que você conhece. Alguns testarão você, outros te usarão, e outros te ensinarão. Mas, o que é mais importante, alguns despertarão o que há de melhor em você.
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#15. Pare de tentar competir com todo mundo. - Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater os seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre VOCÊ e VOCÊ MESMO.
#16. Pare de ter inveja dos outros. – A inveja é a arte de contar as bençãos alheias, ao invés das próprias. Se pergunte o seguinte: “O que é que eu tenho que todas as outras pessoas desejam?”
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#17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo. – As “bolas com efeito” da vida são jogadas por um motivo – para mudar o seu caminho numa direção que se destina a você. Você pode não ver ou entender tudo no momento em que isto acontece, e pode ser difícil. Mas pense naquelas “bolas curvas” negativas que foram jogadas para você no passado. Você frequentemente perceberá que no final elas te levaram a melhores lugares, pessoas, estados de espírito, ou situações. Então sorria! Deixe todos saberem que hoje você é mais forte do que era ontém, e então você será.
#18. Pare de guardar rancor. – Não viva a sua vida com ódio no coração. Você acabará machucando a si próprio muito mais do que as pessoas que você odeia. Perdoar não é dizer “o que você fez de errado comigo não tem importância”, é dizer “eu não vou permitir que o que você fez comigo seja a ruína eterna da minha felicidade”. Perdoar é a resposta… desapegue, encontre paz e liberte-se! E lembre-se, o perdão não é apenas para as outras pessoas, é para si mesmo também. E você deve perdoar-se, seguir em frente e tentar fazer melhor na próxima vez.
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#19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles. – Recuse-se em baixar os seus padrões de qualidade para acomodar aqueles que se recusam a elevar os deles.
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#20. Pare de perder tempo se explicando aos outros. – De toda forma, seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.
#21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa. - A hora certa de respirar profundamente é quando você não tem tempo pra isso. Se você continuar insistindo no que está fazendo, você vai continuar obtendo o mesmo resultado. Às vezes, você precisa se distanciar um pouco para ver as coisas mais claramente.
#22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos. – Aproveite  as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor porção da sua vida será composta dos pequenos e inomináveis momentos que você passa sorrindo junto de alguém  importante pra você.
#23. Pare de tentar alcançar a perfeição. – O mundo real não recompensa o perfeccionismo, ele recompensa as pessoas que conseguem fazer as coisas.
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#24. Pare de seguir o caminho do menor esforço. – A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil. Faça algo extraordinário.
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#25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está. – É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo.
#26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas. - A dimensão com que você conseguirá realizar seus sonhos depende da dimensão com que você assume responsabilidade pela própria vida. Quando você culpa os outros pelo que você está passando, você nega responsabilidade – você dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.
#27. Pare de tentar ser tudo para todos. – Alcançar isto é impossível, e tentar apenas te levará ao esgotamento. Mas fazer uma pessoa sorrir PODE mudar o mundo. Talvez não todo o mundo, mas o mundo dela. Então estreite o seu foco.
#28. Pare de se preocupar demais. – A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale o esforço de super ponderar a respeito é se fazer a seguinte pergunta: “Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?”. Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se.
#29. Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça. – Foque naquilo que você quer que aconteça. Pensamento positivo está na dianteira de todo grande história de sucesso. Se você acordar toda manhã com o pensamento de que algo maravilhoso acontecerá na sua vida hoje, e você prestar muita atenção, você com frequência descobriá que tem razão.
#30. Pare de ser ingrato. – Não importa o quão bom ou o quão ruins as coisas  estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Alguém em algum lugar está desesperadamente lutando pela própria vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta.
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Esta é uma lista muito bela, e todos nós somos culpados em ao menos algum destes itens. A melhor cois a fazer é apenas lembrar todo dia de apreciar e refletir um pouquinho, mesmo que seja apenas alguns minutos. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

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Adão e Eva eram inocentes, Raciocine!


Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, diz que Deus castigou Adão e Eva porque comeram do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Essa é mais uma contradição bíblica.

Deus determinou que Adão não experimentasse o fruto, o que não faz sentido porque a criatura, até então, não tinha o discernimento para fazer qualquer juízo de valor. 

Pois é óbvio que, antes comerem o fruto,  Adão e Eva não podiam compreender que obedecer a Deus era o “bem” e desobedecer, o “mal”. Para eles, a desobediência não tinha nenhum significado em si, nem de certo nem de errado.

Está em Gênesis 3: 17-19: E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás


O enredo dessa história é uma ofensa à inteligência, porque a Bíblia também acentua que Adão e Eva não tinham sido imbuídos por Deus do conceito de certo e errado, até o momento em que Gênesis diz que, ao comerem do fruto, “os olhos de ambos se abriram”. Foi então que os dois tiveram vergonha de estarem nus. 

A desobediência por parte de criaturas para as quais não havia tal conceito e a punição de um Deus que não teve a grandeza do perdão compõem uma historinha sem sentido e mesquinha. Mas é ela que dá origem ao chamado “pecado original”, que recai como maldição sobre todos os descendentes de Adão e Eva, com exceção, segundo a crença, da Virgem Maria.

A moralidade divina é muito estranha. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

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'A esperança é a última que morre' – mas o que isso realmente diz?

Quando perdemos a esperança completamente, em nós e no mundo, aí sim entramos no Grande Desespero. Os judeus não nos deram antídoto eficaz, os gregos sim

A narrativa bíblica mostra nossa origem e desenvolvimento assentada em três potências: narcisismo, inveja e vingança. Olhando assim, é como se a Bíblia estivesse nos dizendo: como é que vocês queriam que desse certo?
Narcisismo. Deus faz o primeiro homem do barro, assopra nas suas narinas dando-lhe vida e o constitui à sua imagem e semelhança. Deus tinha de olhar para si mesmo para fazer o homem? Já não havia criado pedras, plantas e animais de modo tão perfeito? Não! O narciso inveterado determinou: que este aí, argiloso, seja como eu!


Inveja. Pior do que copiar a si mesmo se achando o máximo é ter um inimigo que é o antinarciso! O desgraçado do Lúcifer queria ser Deus. Para tal mobilizou Eva! O que se passa na cabeça de um indivíduo que quer ter os poderes – o conhecimento – daquele solitário e narcísico ser? Que inveja idiota!
Vingança. Deus preferiu como oferenda o filho de Abel e deixou de lado o fruto do trabalho, a colheita de Caim. Caim sentiu inveja e vingou-se matando Abel. Claro que posso entender que Deus, aí, está nos dizendo que ele é antes de tudo um jogador de dados, ou seja, que o nosso destino é um elemento de sorte e azar e que pode, por isso mesmo, não dar a mínima para os que, pelo esforço feito, se acham merecedores de prêmios.
Assim, os judeus antigos deixaram para nós, no Ocidente, essa narrativa de origem. Não adianta querer procurar a tal “esperança” aí não. Ela existe por meio de narrativa antiga também, mas vinda de outro povo: os gregos. Ela é o que ficou no fundinho da Caixa de Pandora. A mulher deixou escapar dessa caixa todo tipo de desgraça, mas ao final, lá no fundo do recipiente, havia o que teria de fazer os homens suportarem os males soltos, a esperança.
Assim, se fôssemos só pela via dos judeus e não tivéssemos adotado também o elemento grego de esperança, o filósofo romeno Cioran não poderia ter escrito que é interessante notar que “em um mundo que nada se resolve (...) não houve e nem haverá ninguém que se suicide por causa disso”. (1)
Cioran disse isso para desqualificar nossa preocupação real com o mundo e mostrar que só o que nos aflige existencialmente, particularmente, nos coloca no reino do real desespero. Todavia, essa dicotomia entre a vida do mundo e a vida de cada um é uma casca de banana. Cioran escorregou nela, por má sociologia. Walter Benjamin ainda não havia sido apanhado pelos nazistas quando se matou. Nunca saberemos se nos últimos momentos ele pensou apenas em escapar do que seria pior que a morte ou se ele se matou porque o que era pior que a morte não era a sua degradação física e moral sob as botas da SS, mas saber que o mundo estava caminhando para cair todo ele sob as botas da SS – e isso, com a vitória ou não do nazismo, em uma guerra que estava apenas começando.

Leia também: 

Biblioteca de Alexandria

O desespero do mundo pode muito bem ser o nosso desespero não só porque estamos no mundo, mas porque não conseguimos ignorar o mundo. Quando perdemos a esperança completamente, em nós e no mundo, aí sim entramos no Grande Desespero. Os judeus não nos deram nenhum antídoto eficaz para tal, os gregos sim. Os judeus tiveram de engolir Jesus e ver a esperança entrar de modo abrupto no mundo. Não é que no mundo judeu a esperança fosse completamente inexistente (havia a ideia da vinda do Messias), todavia, temos sempre de lembrar, nunca qualquer otimismo poderia ser algo assim tão facilmente (!) disponível às nossas mãos, como parecia a eles o que Jesus prometia.
Conduzimos as nossas vidas, às vezes sem prestar atenção ou mesmo com desconhecimento sobre isso que chamamos de sentimento, segundo essas concepções que se fixaram na mentalidade ocidental. Somos gregos quando temos uma esperança “inata”. Nesse caso, não sabemos por qual razão estamos ainda motivados (para além da serotonina em nível correto), mas o certo é que estamos, temos uma crença de que as coisas devem dar certo. Mas não é uma crença fundamentada. No máximo, ela é racionalizada por uma teoria ad hoc.
Agora, se a esperança aparece em nós porque acreditamos que o final de nossa história é feliz, se temos uma justificativa para dizer que alcançaremos o que queremos porque somos bons e então merecedores – nesta ou noutra vida – então nossa esperança não é grega, é cristã. Não precisamos ser cristãos e nem mesmo saber da existência de Jesus para sermos assim. Somos assim porque a mentalidade do Ocidente adquiriu essa “moral da história” marcadamente cristã. Mas uma boa parte de nós sabe bem de que lugar vem a sua esperança, que o cristianismo é de certa forma conhecido e identificado com o que nos dá uma versão da esperança – a fé.
A mentalidade antiga grega nos faz esperançosos por “índole” e “instinto”. A mentalidade cristã nos faz esperançosos por moralidade, por “merecimento”. Isso traz uma enorme diferença entre pessoas esperançosas. Às vezes temos que admitir que a esperança cristã é incômoda, que sob o prêmio da humildade há a ideia “nós somos os melhores”, os “merecedores”, e isso estraga tudo.
1. Cioran, E. Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.
Paulo Ghiraldelli , 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ