quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

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Conheça as 10 unidades militares mais bizarras da história!

A guerra é tão antiga quanto o Homem, tendo ajudado a moldar a sociedade. Conheça 10 bizarras unidades militares que mudaram a história.

Apesar de todo o mal que provoca, a guerra também deixa o ser humano cada vez mais criativo nas artes bélicas.
Além dos clássicos como infantaria e cavalaria, da Força Aérea e da Marinha, também podemos encontrar outros grupos militares ao longo da história.
São unidades especiais peculiares, bizarras e originais que marcaram a história para sempre. Conheça 10 bizarras unidades militares ao longo da história.

10. “O Exército Fantasma”

Exercito Fantasma
Você poderia pensar que uma prerrogativa de qualquer exército seria lutar. No entanto, isso não foi exatamente o caso do Exército Fantasma, uma unidade tática especial dos EUA implantada na II Guerra Mundial. Continha 1.100 soldados com muito pouco treinamento no quesito “luta”.

Ao contrário, eles eram atores, ilustradores, designers, operadores de rádio e engenheiros de som. A unidade ainda incluiu artistas que ficaram famosos pouco tempo depois, como fotógrafo Art Kane e o pintor Ellsworth Kelly. Mas qual era o objetivo da unidade então? Era encontrar maneiras criativas de chegar o mais perto possível do exército alemão e derrotá-lo.

E eles conseguiram fazer isso, emitindo ruídos nos alto-falantes do exército, enviando transmissões de rádio falsas etc. Engenhoso, não? Os atores até fingiram ser generais bêbados em bares para descobrir espiões. Mais de 20 missões deste tipo foram realizadas, e a estimativa é que elas salvaram entre 15 a 30.000 vidas.

9. 61ª Unidade de Cavalaria


Houve um tempo em que as unidades de cavalaria eram uma parte indispensável de qualquer exército. No entanto, nesse meio tempo, nós inventamos vários dispositivos com rodas e motores, e elas acabaram ficando com um papel secundário. Mas não foram eliminadas por completo.

A Índia, por exemplo, ainda mantém a sua 61ª Unidade de Cavalaria, também conhecida como a maior unidade de montagem a cavalo do mundo. Esta é uma unidade operacional. Isso significa que ainda está à disposição sempre que houver necessidade.

No entanto, o último combate de que participou foi em 1971, durante a Guerra Indo-paquistanesa. Uma curiosidade é que cerca de um terço dos voluntários são enviados de volta por causa de suas habilidades insuficientes. Estes dias, a unidade não vai ver muita ação e é normalmente reservado para desfiles.

8. Os 13 imundos

Os 13 imundos
Esses são os verdadeiros “Bastardos Inglórios”. De acordo com o líder Jake McNiece, eles não tinham “nenhum respeito para mostrar aos diretores ou qualquer disciplina por qualquer um dos regulamentos”. Mas faziam o trabalho sujo. Batalharam durante a Segunda Guerra Mundial. Durante a invasão da Normandia, eles explodiram uma ponte para parar os reforços alemães.

Antes da Batalha de Bulge, eles penetraram profundamente em todo o território inimigo para realizar reconhecimento da área. Os 13 imundos foram incumbidos de missões extremamente perigosas, mas essenciais. Devido a isso, eles sabiam que eram indispensáveis, que é o que lhes permitiu agir da maneira que agiam.

De acordo com McNiece, seus quartéis foram sempre uma bagunça/sujeira (daí o nome), e eles guardavam todo fim de semana para festas. Eles roubaram jipes e trens, explodiram quartéis (só para se divertirem), e roubaram uísque de coronéis. A pior punição que já receberam foi de alguns dias na prisão militar. Bem ok, eu diria.

7. Escoteiros Lovat

Escoteiros Lovat


O Escoteiros Lovat foi um regimento especial composto de unidades escocesas formadas por um lorde britânico, comandado por um major americano, e enviados para lutar em uma guerra sul-africana. Ele foi criado em 1900 por Joseph Simon Fraser, o 14º Lord Lovat, para lutar na Segunda Guerra Boer contra a República Sul-Africana.

A unidade foi comandada pelo Major Frederick Russell Burnham, um americano que depois voltou para os Estados Unidos e fundou os Escoteiros da América. Quando a guerra acabou, os escoteiros Lovat foram desmantelados, mas se reuniram novamente apenas um ano mais tarde, desta vez em dois regimentos. Ambos viram muita ação durante a Primeira Guerra Mundial I.

Por esta altura, eles já haviam se estabelecido como alguns dos melhores olheiros do mundo, mas também começaram a se especializar como snipers (ou atiradores de elite, como eram chamados na época). Eventualmente, isso levou à formação, em 1916, da primeira unidade de franco-atiradora da história do exército britânico. O aparelho em si não durou muito tempo, uma vez que foi considerado muito pequeno para funcionar efetivamente como uma entidade independente.

6. Os Ritchie Boys

Os Ritchie Boys

Os Ritchie Boys era uma unidade especial militar dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial composta principalmente de jovens judeus (a maioria deles adolescentes) da Alemanha e da Áustria. A unidade era composta por milhares de membros, ou que foram redigidos ou se voluntariaram para o exército, assim que chegavam aos EUA. Muitos deles eram apenas crianças quando imigraram e chegaram ao país sem seus pais. 

odos eles foram treinados em Camp Ritchie, daí o nome do grupo, só que sua experiência não era focada em combate armado, mas sim na inteligência. Apesar de muito jovens, os Ritchie Boys foram para a linha de frente, ou mesmo atrás das linhas inimigas para reunir informações, realizar interrogatórios e se envolver em guerra psicológica.

Seu maior trunfo era a compreensão da língua alemã, bem como da cultura alemã, ou seja, se encaixavam muito melhor do que qualquer espião americano. Primeiro, a maioria deles lidou com os soldados alemães de baixo nível. Estes eram todos jovens recrutas como eles mesmos, por isso uma abordagem suave quase sempre funcionava. Depois veio o Dia D. E, de repente, os meninos Ritchie estavam lidando com os nazistas barra pesada.

5. Escoteiros Jessie

Escoteiros Jessie

Os Escoteiros Jessie formavam um pequeno grupo de soldados irregulares que não lutaram mais do que 60 combates para a União durante a Guerra Civil Americana. Eles operavam em território confederado na insurgência, coletando informações sobre a condição e os movimentos das forças inimigas. Eles normalmente se vestiam com uniformes confederados para passarem despercebidos.

Isto os colocava em risco não só de serem pegos como espiões pela Confederação, mas de serem atacados por apoiantes da União também. Os Escoteiros Jessie foram liderados pelo Capitão Charles Carpenter, e logo ganharam uma reputação de aventuras bastante divertidas. Carpenter conta de um incidente envolvendo Henry Hale, um companheiro do grupo, que estava em seu caminho para Lexington para entregar alguns despachos. 

Logo, encontrou um velho e pensou que seria engraçado roubar seu cavalo. Hale apontou sua arma para ele, ordenando-o a desmontar o cavalo e fugir. Hale continuou sua viagem com o cavalo no reboque, assobiando tranquilão.

No entanto, o separatista conseguiu alcançá-lo, armado, e ordenou que Hale jogasse sua arma para longe e devolvesse o cavalo. Ele também exigiu que Hale tirasse as calças. O velho homem então saiu com seu cavalo, e deixou Hale nu, para andar 7 km até Lexington.

4. A Força

A formação do referido Santo Exército durante a Segunda Guerra Mundial estava realmente inspirada pelo trabalho realizado pela Força, a recém-inaugurada unidade de inteligência secreta britânica. A força motriz por trás da unidade foi seu fundador, o top espião britânico Dudley Clarke. Inicialmente, Clarke cuidava principalmente das operações do Oriente Médio e trabalhava sozinho.

Durante uma operação, no entanto, Clarke teve que inventar uma unidade fictícia que apelidou de “A Força”. Mais tarde, a unidade se tornou realidade, especializando-se em contraespionagem. A Força continuou a operar no Oriente Médio e Norte da África e foi fortemente envolvida durante a batalha de El Alamein, no Egito.

Clarke liderou a Operação Tocha, que foi um sucesso e garantiu que os alemães fossem pegos de surpresa quando as forças aliadas invadiram a África do Norte francesa, em novembro de 1942. Ao mesmo tempo, A Força também supervisionou a Operação de Tratamento, uma missão para enganar os alemães, fazendo com que eles pensassem que a contra-ofensiva em El Alamein viria duas semanas mais tarde do que realmente planejado.

Apesar de todo o sucesso de Clarke, hoje em dia ele é principalmente lembrado por um estranho incidente, de quando foi preso em Madrid durante uma missão em que estava travestido. A foto dele vestido como uma mulher circulou por toda a Europa e causou um grande desconforto, digamos assim, no Consulado Britânico. Felizmente, Clarke conseguiu convencer as forças espanholas de que ele era um correspondente de guerra para o jornal The Times que “queria estudar as reações de homens e mulheres nas ruas”.

3. Os Merrill’s Marauders

Os Merrils Maraudes

Dizem que no amor e na guerra, vale tudo. Esse ditado tem uma razão de ser. No amor, não sei bem, mas na guerra, a gente pode ter certeza de uma coisa: sempre haverá a necessidade de uma unidade especial preparada e disposta a fazer as missões perigosas que ninguém mais quer fazer. E é aí que os Merrill’s Marauders entram.

Eles foram nomeados oficialmente a 5307ª Unidade provisória, e sua designação “Merrill’s Marauders” era uma homenagem ao seu líder, o brigadeiro-general Frank Merrill. O que eles fizeram? Bom… Os “marotos” (“marauders” em inglês) eram responsáveis por penetração de longo alcance de operações especiais da unidade de guerra na selva.

Em outras palavras, eles iam atrás das linhas inimigas. Formados em 1943 depois de um pedido do Presidente Roosevelt à procura de voluntários para “uma missão perigosa”, mais de 3.000 soldados se ofereceram e eles foram divididos em seis equipes de combate de 400 homens cada.

Após o treinamento na Índia, os Marauders se dirigiram para uma região controlada pelos japoneses. Lá, participaram de cinco grandes compromissos de combate e dezenas de menores, culminando na batalha de Myitkyina. Essa luta ocorreu após 80 dias de caminhadas que totalizaram mais de 800 km andados em um terreno acidentado e perigoso.

Quase todos os homens estavam doentes, sofriam de infecções, febre ou disenteria. Como Myitkyina tinha um aeródromo que poderia reabastecer unidades na área, era um alvo valioso. De maio a agosto de 1944, os marotos e os japoneses lutaram pelo controle da cidade. Eventualmente, os marotos receberam reforços chineses e conseguiram tomar a cidade.

2. O Batalhão Mórmon

O Batalhão Mormon
O Batalhão Mórmon tem a peculiar característica de ser a única unidade militar religiosa da história dos EUA. Ele foi formado em 1846 durante a Guerra Mexicano-Americana a partir de cerca de 550 mórmons voluntários. 

Essas pessoas foram alistadas não para lutar, mas para ajudar a colonizar a Califórnia e garantir uma boa relação entre o governo dos Estados Unidos e os imigrantes mórmons que queriam se estabelecer lá. Normalmente, a unidade só incluiria homens com idades entre 18 a 45.

Mas o Batalhão Mórmon teve membros de 14 a 67 anos, acompanhados por 33 mulheres e 51 crianças. Juntos, cerca de 600 pessoas embarcaram em uma jornada de 3.250 quilômetros de Council Bluffs para San Diego, na Califórnia. Durante esta aventura, os membros do batalhão testemunharam vários eventos notáveis.

1. Os Scallywags



Houve um tempo durante a Segunda Guerra Mundial em que a Alemanha nazista exercia seu domínio sobre a maior parte da Europa. A maioria do continente europeu ou era aliado ou ocupado pelos nazistas, e se acreditava fortemente que era apenas uma questão de tempo até que o Reino Unido caísse em uma dessas duas posições.

Foram feitos planos para um movimento de resistência caso isso acontecesse. Oficialmente, esses grupos de resistência eram chamados simplesmente de unidades auxiliares. No entanto, eles logo ficaram conhecidos como os Scallywags, em homenagem a “scallywagging”, o termo usado para caracterizar a realização de missões secretas à noite.

A unidade especial foi formada em 1940 e acabou compreendendo de 3 a 6 mil membros. No papel, eles faziam parte da Guarda Municipal. Na prática, era bem diferente. Os Scallywags operavam apenas em pequenos grupos de sete ou oito pessoas, e cada homem não sabia nada sobre ninguém fora seu grupo, para que não fossem capazes de fornecer informações sigilosas.

Qualquer um poderia ser um membro. Nerds, dentistas e até mesmo clérigos faziam parte deste movimento subterrâneo secreto. A única prova de seu trabalho era um número de telefone dado a policiais caso algum deles fosse preso. [Hypescience]