sexta-feira, 6 de março de 2015

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Estado Islâmico ataca cidade histórica de Nimrod no Iraque

O EI começou a destruir as ruínas da cidade histórica de Nimrud, no Iraque, avança a CNN, com base nas declarações do ministro do Turismo e das Antiguidades iraquiano. A UNESCO já condenou o ataque.


O ministro do Turismo e das Antiguidades iraquiano avançou esta quinta-feira que a organização terrorista Estado Islâmico começou a atacar a cidade histórica de Nimrud, no Iraque, diz a CNN. O anúncio foi feito na página pessoal do ministro no Facebook e reproduzido por um canal de televisão iraquiano.
Os ataques a Nimrud ocorreram uma semana depois de o Estado Islâmico ter publicado um vídeo que mostrava membros do Estado Islâmico a destruir esculturas de pedra e outros artefactos centenários do Museu Mosul.


Não é a primeira vez que o Estado Islâmico destrói monumentos culturais no Iraque, como o túmulo do profeta Jonas, de acordo com as autoridades iraquianas.
A cidade de Nimrud, fundada há mais de 3 mil anos, fazia parte do antigo império Assírio, localizado no atual norte do Iraque entre o rio Tigre e a cordilheira de Zagros. Os seus frescos e outras peças de arte eram celebradas no mundo inteiro e surgem referidas em diversos textos sagrados e literários.
Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, condenou a destruição da antiga cidade, considerando-a um “crime de guerra” e um “ataque deliberado contra a história e cultura milenar do Iraque”.

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Num comunicado divulgado no site da organização, a diretora-geral apelou a todos os líderes políticos e religiosos da região para que ajudem a proteger o “património cultural da humanidade”. “Não podemos ficar em silêncio. A destruição deliberada da herança cultural constitui um crime de guerra”, referiu.
Bokova disse já ter falado com o presidente do Conselho de Segurança da ONU, para que seja convocada uma reunião de emergência. “Em causa está a sobrevivência da cultura e da sociedade iraquiana”, referiu.
“A UNESCO está determinada a fazer tudo o que seja preciso para documentar e proteger a herança do Iraque e liderar a luta contra o tráfico ilícito dos artefatos culturais, que contribui diretamente para financiar o terrorismo”.