quinta-feira, 26 de março de 2015

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Segundo nova teoria Júpiter seria um dos principais fatores da origem de vida na Terra.

O planeta gigante do Sistema Solar entrou em rota colisão com o Sol. Ao arrastar os corpos celestes que encontrou no caminho, acabou por criar condições para a vida na terra. A teoria vem dos EUA.


Há um corpo celeste a que devemos agradecer a nossa vida, além do Sol e do próprio planeta Terra: é o grosseiro, colossal e estéril planeta Júpiter. A teoria da equipa de investigadores norte-americanos foi publicada na revista PNAS e defende que na juventude do nosso sistema solar o maior planeta nele incluído viajou dos confins do sistema em direção à nossa estrela.
Próximos do Sol, os restantes planetas tinham atmosferas mais densas e menos propícias à existência de vida. Quando o corpulento Júpiter passou junto aos planetas telúricos, desalinhou-os da órbita e provocou a colisão entre eles. Uma parte dos restos planetários foi engolida pelo Sol. Outra parte deu origem aos planetas como os conhecemos hoje.
Esta hipótese parece explicar algumas diferenças que existem entre o nosso sistema e aqueles que os cientistas têm observado pelo Universo fora, nomeadamente o facto dos planetas telúricos além do Sistema Solar terem massa superior aos nossos. Além disso, os astrofísicos têm encontrado frequentemente planetas maiores que a Terra a distâncias da estrela inferiores àquela que separa o Sol de Mercúrio.
Esta teoria explica ainda o aparecimento da Lua: segundo os cientistas, os movimentos jupiterianos conduziram um corpo menor a colidir na Terra, resultando a expulsão de um bocado do nosso plástico planeta que deu origem ao atual satélite como o conhecemos.
Os cientistas da Universidade da Califórnia acrescentaram ainda que, nos primeiros milhões de anos do Sistema Solar, um planeta gigante travou os avanços de Júpiter contra a estrela. Saturno formou-se mais tarde, mas também ele foi atraído pelo Sol, acabando por se aprisionar ao planeta gigante. Os dois impetuosos planetas entraram então numa ressonância orbital: quando Júpiter completava uma volta ao Sol, já Saturno ia na segunda. E, movido pela aceleração provocada por este movimento, Júpiter foi atirado para a posição que ocupa até hoje, a 5 unidades astronómicas do Sol.
Passou então a existir espaço nas proximidades da estrela para os planetas terrestres se formarem, ao fim de 100 a 200 milhões de anos depois do nascimento do Sol. Nesta altura o hélio que antes existia na Cintura de Asteróides foi-se desvanecendo e, portanto, deixou de entrar na composição química da atmosfera, permitindo criar condições para o desenvolvimento de vida. E assim a Terra se tornou no que é hoje.