quinta-feira, 30 de julho de 2015

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Clarão no céu misterioso assusta moradores do Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai

Um objeto emitindo uma luz verde intensa rasgou o céu na noite desta quinta, intrigando brasileiros, uruguaios e argentinos. De formato circular e com uma longa cauda vermelha, ele passou em alta velocidade, por trás das nuvens, mas foi capturado em fotos e vídeos.




Em questão de minutos, as imagens e relatos de testemunhas, principalmente da Argentina, Uruguai e do Rio Grande do Sul, espalharam-se pela internet.  Há relatos de visualizações em Porto Alegre, Rosário do Sul, Novo Hamburgo, Quaraí e na região do Paranhana. No Twitter, a hashtag #CieloVerde e o termo "OVNI" ficou nos trending topics na região de Buenos Aires. Em alguns dos vídeos, o objeto é acompanhado por dez segundos ou mais. Mesmo correndo por trás das nuvens, sua forte luminosidade é visível.

Uma das hipóteses mais prováveis é que se trate de um meteoro. Essa é a impressão de Gilberto Klar Renner, que há mais de 20 anos atua no planetário da UFRGS. Mesmo assim, ele acredita que tenha sido uma situação invulgar:

— Este está um pouco diferente, porque está mais brilhante. É um meteoro especial, uma coisa fora do comum. Não é um típico aparecimento de meteoro.

Meteoro, explica Renner, é um fenômeno luminoso, geralmente provocado por uma partícula, rochosa ou metálica, que ingressa na atmosfera. Os meteoros se vaporizam na atmosfera, enquanto os meteoritos chegam a ter contato com a superfície.

Para Marcelo Bruckmann, físico e técnico do observatório astronômico da PUCRS, o corpo visto nesta quinta pode ser formado por lixo espacial.

— Geralmente, quando são objetos originários do espaço, esses objetos acabam se fragmentando. Esse objeto pode ser um fragmento de lixo espacial, que entrou em contato com a nossa atmosfera. Isso explica ele ter uma longa extensão. As partículas ou fragmentos de algum objeto que está orbitando a Terra vai se aproximando até entrar em rota de queda. Quando entra na atmosfera ele sofre um superaquecimento. — afirma Bruckmann.

Eduardo Bica, professor do Departamento de Astronomia da UFRGS, não teve oportunidade das imóveis, mas pelas descrições levantou a hipótese de que tenha se tratado de um fenômeno conhecido como bólido — um meteorito mais brilhante do que o normal.
— Ele é em geral um pequeno asteroide, uma pedra do espaço, que entra na atmosfera. O atrito com o ar deixa-o luminoso. É algo raro, mas acontece de vem em quando. Houve um fenômeno famoso desse tipo, em Putinga (RS).

Conhecido como meteorito de Putinga, esse objeto caiu em 16 de agosto de 1937, atingindo também os municípios de Anta Gorda e Arvorezinha. 

Fonte : Zh Noticias