quinta-feira, 2 de julho de 2015

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Novas fotos revelam símbolos misteriosos nas estátuas gigantes da Ilha de Páscoa


Muita gente tem uma visão equivocada sobre os moais, as famosas estátuas humanóides da Ilha de Páscoa - as pessoas costumam achar que eles não têm corpos. E o motivo disso é que apenas uma fração das 887 esculturas gigantes do local acabou ganhando popularidade.



“A razão pela qual pensam que eles são apenas cabeças se deve ao fato de que existem cerca de 150 estátuas enterradas até os ombros na encosta de um vulcão, e estas são as mais famosas, mais bonitas e mais fotografadas entre todas as da Ilha de Páscoa”, disse Jo Anne Van Tilburg, diretora do Projeto Estátua da Ilha de Páscoa (EISP, na sigla em inglês). As pessoas ficaram ainda mais impressionadas quando viram uma série de fotos que viralizaram na internet nos últimos dias: elas mostram que os moais não apenas têm corpo, como também tem simbolos marcados.

Pesquisadores acreditam que padrões nos simbolos podem representar canoas do povo rapanui
As imagens surgiram esta semana no imgur e retratam o momento em que arqueólogos desenterraram, em 2012, o torso das estátuas mais icônicas. Por estarem soterrados, os símbolos esculpidos na pedra vulcânica ficaram protegidos ao longo dos séculos, e pesquisadores acreditam que as gravuras são de fato tatuagens representando aspectos da cultura do povo local, que começou a colonizar a ilha a partir do ano 300 da era cristã e cuja civilização foi dizimada um milênio e meio mais tarde. Eles eram polinésios que chegaram até ali em canoas e, com o passar do tempo, ganharam identidade própria e passaram a se chamar de rapanui. A navegação e o elemento da canoa eram tão simbólicos para estes colonizadores que uma das teorias dos estudiosos sugere que os diversos padrões crescentes das tatuagens possam representar as canoas polinésias.
Os pesquisadores ainda não decifraram plenamente o significado das gravuras, se é que existe algum. Mas este não é o único mistério envolvendo os rapanui e seus moais, que possivelmente retratam ancestrais míticos ou líderes tribais, chegando a pesar 88 toneladas e podendo atingir 10 metros de altura. Muitas questões continuam em aberto. Ainda não se sabe ao certo como nem por que as estátuas foram construídas, tampouco se foram enterradas propositalmente ou pela ação do tempo. Outro enigma é o declínio deste povo: ao contrário da visão tradicional, que relaciona o colapso ao desgaste ambiental promovido pela exploração humana da ilha, novas teorias sugerem que a causa tenha sido o contato com os europeus, que trouxeram a escravidão e a varíola, ou até mesmo uma infestação de ratos. O fato é que, a partir do século 17, a população da Ilha de Páscoa desabou rapidamente de 15 mil para cerca de 2 mil habitantes.