domingo, 26 de julho de 2015

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Sereia real é encontrada em Kiryat Yam, em Israel

Peixes raros ou mito antigo, os tritões e sereias são parte de um dos grupos mais negados na zoologia moderna.

É possível a existência de hominídeos adaptados às condições abissais? 

(Vídeo abaixo)




“No dia anterior, quando o almirante (Colombo) foi ao Rio do Ouro, ele viu três sereias que apareceram na superfície do mar, elas não eram tão belas como são pintadas, mas tem algo de humano em suas feições.” – 9 de janeiro de 1493, registro de bordo Nº 146 da expedição de Cristóvão Colombo.
Os restos pareciam claramente um crânio com aspecto humanoide. Encontrados numa praia no Kuwait em 1999, os achados foram coletados e congelados pelo aldeão Mohammad Al-Obaid para estudos posteriores. Uma mandíbula sem dentes, órbitas oculares vazias e parte de uma espinha dorsal fizeram-no nomear o achado de “monstro dissimulado” e uma análise detalhada de um especialista de biologia marinha e ecologia da Universidade do Kuwait, o Dr. Manaf Behbehani, deixou em aberto a possibilidade de uma espécie marinha de hominídeo. Talvez uma sereia.
Negados por séculos pelos cientistas, a existência dos míticos tritões parece nunca se apagar completamente do imaginário coletivo. Abordados em testemunhos e até registros de valor histórico, a falta de evidência física levou o enigma dos “homens-peixe” a um impasse na investigação científica.
Apesar de conhecer menos de 0,1% das espécies que habitam o oceano, a antropologia vira as costas para a existência dessa espécie descrita tanto na literatura como em histórias recentes. Ceticismo são ou negação do desconhecido?
De acordo com as crônicas, o próprio Cristóvão Colombo chegou a ver três figuras femininas na superfície do oceano. Em outro caso, os registros falam de uma sereia que vivia no Harlem por volta de 1400, que aprendeu a tecer, mas não a se comunicar com linguagem humana. Há também a história de uma mulher chamada Murgen, contada na costa de Gales do Norte, que chegou a ser batizada e que figura como santa em alguns almanaques do século VI.
“O ser vivo capturado esta noite por um grupo de marinheiros é consistente com as conhecidas sereias”, disse o diário de bordo da embarcação veneziana “Nosso Senhor das tempestades”, em 28 de janeiro de 1432. “É uma fêmea de cabelos e olhos negros, suas pernas são cobertas por escamas duras e terminam num único membro em forma de rabo de peixe.”
Oceano, o grande desconhecido

 Todos os anos, diversas costas do mundo recebem carcaças de animais não classificados pela zoologia. Apenas no tsunami da Indonésia em 2004, dezenas de espécies raras apareceram na superfície devido ao movimento das placas tectônicas. No entanto, o número de espécies marinhas desconhecidas pelos seres humanos excede qualquer número imaginado.
Cerca 2.000 espécies aquáticas “novas” são descobertas anualmente pelo mundo. Formas simples (como vírus e bactérias) ou mais complexas (cobras, tubarões abissais e lulas descomunais) não deixam de surpreender mensalmente à comunidade científica.
No entanto, a espécie dos tritões parece condenada a inexistência no campo da antropologia teórica. Há razões sólidas para fundamentar tal descarte?
De acordo com as regras biológicas conhecidas, não há razão que impeça a existência de uma ou várias espécies de mamíferos marinhos, como focas e cetáceos, cuja existência tenha passado completamente despercebida à luz da ciência por centenas de anos. De fato, a regra geral parece indicar que a grande maioria das espécies que habita as águas do planeta, ainda está muito além do alcance do conhecimento humano.
Segundo estimativas, a ciência levará cerca de sete séculos para farejar todas as espécies escondidas nas profundezas das águas, onde a noite é eterna.
O grande “Bloop” e homo sapiens das águas


No verão de 1997, um evento espetacular sacudiu grande parte da comunidade científica. Microfones subaquáticos que os Estados Unidos haviam instalado durante a Guerra Fria, detectaram um ronco ensurdecedor ecoando do escuro abissal na costa do Chile. Durante o lapso de três minutos, um gemido, ou talvez um chamado, se estendeu por quilômetros naquela paz ancestral, quebrando o silêncio gelado.
De acordo com os biólogos marinhos, o terrível “uivo” só poderia ter sido produzido pela caixa de ressonância de um animal gigantesco, pelo menos três vezes maior que a baleia azul, a maior espécie identificada no planeta. Uma enorme criatura que a ciência ainda não concebia.
Outros exemplos menos conhecidos, como o registro científico de um animal de 60 metros de comprimento perto da “Fossa das Marianas”, apoiam a existência de grandes entidades marinhas que ainda estão fora da especulação biológica.
Após o “Bloop” ocorrido no final do século passado, muitos cientistas tomaram consciência do conhecimento limitado que possuímos sobre o fundo oceânico.
De acordo com relatos, durante a administração Kennedy, parte do orçamento dos EUA foi disputado entre a investigação do espaço e do oceano abissal. Mas a corrida espacial ganhou o financiamento do governo e o oceano caiu num esquecimento tão profundo quanto enigmático.
A diferença na disputa científica ocorrida naquela época é bem clara agora: sabemos muito mais sobre a superfície da Lua do que sobre o oceano, que teve apenas uma minúscula fração de sua totalidade mapeada; dezenas de homens visitaram o espaço (com 12 pisando na Lua), enquanto apenas dois pousaram no ponto mais baixo da Terra. No entanto, diante da grande lacuna de conhecimento que temos sobre o mundo marinho (cerca de 97%) e da grande diversidade de espécies por descobrir, o grupo dos tritões parece ter sido deliberadamente excluído de qualquer abordagem científica.
Talvez com a superação de nossos limites científicos identifiquemos espécies genéticas e mamíferos que são homólogos à anatomia do homo sapiens terrestre e um parente tritão possa preencher um novo e imenso ramo de organismos ainda não classificados.