domingo, 27 de setembro de 2015

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Encontro de buracos negros gigantescos pode causar um apocalipse

No artigo publicado na revista Nature e replicado pelo jornal americano The New York Times, é dito que os dois buracos negros monstruosos (chamados de buracos negros supermaciços) estavam, no fim do ano passado, a 20 anos-luz de distancia. Hoje, estão a uma semana-luz e até já podem ter se chocado, dependendo do ponto de vista.


O impacto aconteceria em 100 mil anos – uma eternidade para nós, humanos, mas praticamente nada para o universo.

A energia liberada seria igual a de 100 milhões de supernovas (cada uma é considerada uma explosão de pelo menos 10 astros de massas próximas à do Sol), uma verdadeira série de “tsunamis gravitacionais” pelo espaço-tempo.


Previstos por Albert Einstein em sua teoria geral da relatividade, os buracos negros supermaciços estão em todas as galáxias, no centro delas, e são formados por imensas nuvens de gás e aglomerados de milhões de estrelas que entraram em colapso quando o universo era mais jovem e denso.
Quando em atividade, formam explosões gigantescas chamadas de quasares, distribuindo enormes ondas gravitacionais pelo espaço.

Ao todo, vinte pares desses buracos já foram descobertos, e a mesma equipe monitora outros 90 objetos quem também podem ser.

“A detecção dessas ondas gravitacionais permite sondar os segredos da gravidade e testar a teoria de Einstein no ambiente mais extremo de nosso universo – os buracos negros”, explica Daniel D’Orazio, um dos autores da pesquisa.

“Assistir esse processo atingir seu ápice pode nos dizer se os buracos negros e as galáxias crescem no mesmo ritmo, e em última análise uma propriedade fundamental do espaço-tempo: sua habilidade de carregar vibrações chamadas ondas gravitacionais, produzidas no último, mais violento estágio da fusão”, completou o astrônomo Zoltan Haiman.

Desta forma, os pesquisadores esperam, a partir de agora, entender melhor como funciona a atração entre os corpos. “A detecção de ondas gravitacionais é uma prova direta desta região e, portanto, dos segredos da gravidade”, concliu D’Orazio. “E chegar lá é o ‘Santo Graal’ do nosso campo de estudo.” Fonte: Yahoo noticias

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