quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Tags: ,

Livro recém lançado prova, segundo a Bíblia que Jesus é uma grande farsa política


Esse trabalho tem por base a Bíblia. E, portanto, o autor alerta: “Não sou eu quem diz que a bíblia é ambígua, contraditória, discrepante. Ela própria deixa isso bem claro. Isto é, a bíblia reprova a si mesma, nada invento, apenas vejo o que poucos querem enxergar”.




O livro Muralhas da Consciência, do escritor João Evangelista Romão, aponta através da análise de excertos do Novo e Velho Testamento, as inconsistências e incoerências do livro sagrado do Cristianismo e como o próprio homem, na busca de poder e de controlar uns aos outros, através dos séculos, inventou deuses e manipulou a história para alcançar esse intento.

Veja quatro exemplos entre as diversas armadilhas criadas no passado por certos grupos políticos religiosos para juntar gente aos seus interesses e chegar ao poder, seja pela força ou pela enganação. E hoje tudo isso é defendido pelos mesmos objetivos.

I – Guerra Siro Efraimita

No século VIII a.C., para tentar impedir o avanço do Império Assírio na Palestina, Peca de Israel [capital Samaria] e Rezim da Síria [capital Damasco] e outros reis da região, formaram uma coalizão antiassíria. Acaz, rei de Judá [capital Jerusalém], não quiz entrar no conflito contra o invasor, pois achou conveniente ser tributário sem enfrentá-lo. Por esse motivo, Peca e Rezim tentam dá um golpe de estado contra Judá, derrubar Acaz e colocar no poder alguém capaz de também fazer parte da resistência. Esse conflito ficou conhecido historicamente por Guerra Siro-Efraimita.

Nos capítulos 7 e 8 do livro de Isaías, há relatos sobre essa subversão. Em sua narrativa, ele expõe que ao ser avisado sobre a trama contra seu governo, foi sugerido a Acaz pedir um sinal como prova deste acontecimento. Ele não pede, mas lhe foi dado, conforme afirma o texto bíblico seguinte:

E continuou o SENHOR a falar com Acaz, dizendo: Pede para ti ao SENHOR, teu Deus, um sinal; pede-o ou embaixo nas profundezas ou em cima nas alturas. Acaz, porém, disse: Não o pedirei, nem tentarei ao SENHOR. Então, ele disse: Ouvi, agora, ó casa de Davi! Pouco vos é afadigardes os homens, senão que ainda afadigareis também ao meu Deus? Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada dos seus dois reis. [Is 7:10-16]

Como vemos, o sinal seria nascer um menino que serviria de testemunha do pacto contra Acaz. E antes que o menino crescesse, Peca e Rezim, que são os dois reis em questão, sofreria graves consequência por tal golpe. No início do capítulo 8, há a informação que o menino nasceu, filho de uma profetiza, e que o deus manda pôr o nome: Maer-Salal-Hás-Baz. Leia os dois capitulo indicados completo para entender realmente de que se trata.

Então, veja o que fez Mateus com um pequeno fragmento deste texto para embasar a sua história sobre o nascimento de Jesus. Ele afirma, conforme a bíblia:

E ela [Maria] dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco)”. [Mt 1:21-23].

Observe que Mateus pegou apenas a frase: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL”, que foi direcionado ao rei Acaz, para cria sua narrativa.

No capítulo 11, Isaias traz a toma informação sobre outro menino, sendo que este nasceria para enfrentar o império Assírio. Ou seja, o primeiro seria a prova de um acontecimento e o segundo o guerreiro para liderar o combate ao inimigo. Todavia, no “mundo religioso” as pessoas misturam uma narrativa com a outra para “provar” que isso é “profecias” sobre o seu deus Jesus.

Neste último caso, quem não quiser enxergar o óbvio, achando que isso tem mesmo a ver com alguém que nasceria posteriormente, ou, quem sabe, Jesus, que nasceu mais de 730 anos depois do ocorrido, pode tirar o seu cavalo da chuva. A narrativa ali expressa não poderia tratar de outra pessoa, senão de um sucessor imediato e legítimo do reinado de Judá.

Ressaltamos também que Acaz, o rei em questão, era descendente do rei Davi. Portanto, jamais alguém ousaria, naquele tempo, em pleno século VIII AEC, falar de um futuro rei para Judá, senão o próximo a ocupar o cargo. E é tão somente após o cativeiro babilônico, quase quatro séculos depois dessa história, que o messianismo entra em voga nessas narrativas.

II – Carta de Jeremias aos Exilados na Babilônia

Pegue a sua bíblia e leia a introdução escrita por Jeremias, a qual está ali sendo chamada de carta. Começa no capítulo 29º e terminando no 31º. Em um trecho ele afirma:

Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos, sem admitir consolação por eles, porque já não existem. Assim diz o SENHOR: Reprime a voz de choro, e as lágrimas de teus olhos, porque há galardão para o teu trabalho, diz o SENHOR; pois eles voltarão da terra do inimigo. E há esperanças, no derradeiro fim, para os teus descendentes, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para o seu país. [Jr 31:15-17].

Mateus pegou apenas o versículo: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos, sem admitir consolação por eles, porque já não existem.

Para criar o texto: “Então, Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Então, se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto; era Raquel chorando os seus filhos e não querendo ser consolada, porque já não existiam.” [Mt 2:16-18].

A dita carta se refere à ocasião do cativeiro babilônico, quando mães choravam pela ausência de seus filhos. Isso mais de 400 anos antes de Jesus nascer. Nada tendo a ver com Herodes e tampouco com Jesus.

Um detalhe. Não existem relatos históricos de matança de crianças no tempo de Herodes ou no tempo que se diz ter nascido um indivíduo chamado Jesus. Essa é mais uma bela invenção imposta a quem não se dá o direito de raciocinar. Lembrando que, quatro anos antes da data atribuída ao nascimento de Jesus, Herodes já havia morrido.

III – Fuga para o Egito

Vejamos o que Mateus inventou usando um fragmento da narrativa seguinte, atribuída a Oseias:

Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura. Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava.

Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento. Não voltará para a terra do Egito, mas a Assíria será seu rei, porque recusam converter-se.

E cairá a espada sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos, e os devorará, por causa dos seus conselhos. Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; bem que clamam ao Altíssimo, nenhum deles o exalta. [Os 11:1-7].

Entendeu? Mateus pegou apenas o fragmento: “do Egito chamei a meu filho”. E transformou em: “E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. E esteve lá até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.” [Mt 2:14,15].

Enquanto o que Oseias afirma é: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.

Incrível, não é? Se isso realmente se referia a Jesus, então ele “sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.”

Neste caso, observe que Oséias se refere a um grupo de pessoas [escrito no plural] e não a uma só. Isto é, ele se refere ao povo de Israel quando estava no Egito e sacrificava animais a outros deuses. Nada mais.

IV – Mateus X Lucas

Mesmo no tempo do inventor Mateus, havia quem o desmentisse publicamente, conforme aponta a bíblia. É o caso de Lucas, ao discorrer sobre os primeiros dias de vida de Jesus. Vejamos:

E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor. (segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor). E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos. [Lc 2:21-24].

Conforme Lucas, Jesus foi circuncidado [cortada a pele do pênis] no oitavo dia de vida, momento em que foi ofertar um casalzinho de rolas para o seu deus [ou ele mesmo?], no templo em Jerusalém. E na continuação dos relatos é informado de que seus pais retornaram para Nazaré, na Galileia, vindo ao templo todos os anos até Jesus completar doze anos. E não cita ter vivido no Egito!

Veja que todo esse arrodeio [nascimento incomum, filho de um deus, supostos milagres, curas mirabolantes, bondade atípica, amor insólito e, sutilmente, ameaças e imposições pelo terror], tramado pelos biógrafos de Jesus, foi para justificar a sua “entrada” em Jerusalém, enfatizar a sua autoaclamação de rei e transformá-lo em um super-homem, semideus, mais um deus. E este somente foi inventado porque o velho Jeová, por sua sede por carniças, fumaça, vingança, perdia adeptos, espaço.

Observe também que todos esses episódios são descaradamente políticos, com a flagrante finalidade de usurpar poder, dar um golpe de estado. E então, para que esse drama alcançasse a “audiência” almejada, não deveria haver outro fim, senão a trágica morte de tal personagem com a sua ascensão em “outro reino”. E, ainda não satisfeitos, projetaram seu miraculoso retorno para assim provar a sua existência e se cumprir o que inventaram sobre o mesmo. E quem duvidar, já sabe. Visite o site do autor [Muralhas da Consciência]

Saiba como tudo isso se deu, no livro Muralhas da Consciência.

Book Trailer:


Leia também: Antigo evangelho apócrifo afirma que Jesus era um 'mutante' e mudava de forma constantemente