sexta-feira, 20 de novembro de 2015

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"Buracos negros descobertos nos oceanos da terra são equivalentes aos do espaço'' Dizem Cientistas


Alguns dos maiores vórtices estão no oceano na terra e são matematicamente equivalentes aos buracos negros do espaço, e os nossos oceanos estão cheios deles, afirmam cientistas.




Os buracos negros não existem apenas na distância fria do espaço profundo, eles também existem aqui mesmo na Terra, girando nos oceanos. Cientistas da ETH Zurique e da Universidade de Miami descobriram que muitos turbilhões grandes do oceano na Terra são matematicamente equivalentes aos buracos negros do espaço, ou seja, nada preso por eles pode escapar, de acordo com Phys.org.

A descoberta soa mais assustadora do que a realidade. Pesquisadores sabem há muito tempo que existem enormes vórtices em nossos oceanos e que eles podem ter um grande impacto sobre o clima. Mas estes turbilhões existem em uma escala imensa, muitas vezes abrangendo cerca de 150 quilômetros (cerca de 93 milhas) de diâmetro. Se você nadou em um, você provavelmente não saberá disso. Embora eles ajam como vórtices, o tamanho deles torna difícil identificar seus limites exatos, mesmo para os cientistas.

Mas uma nova técnica matemática introduzida por pesquisadores poderia lançar alguma luz sobre estes turbilhões misteriosos do oceano. A técnica procura estruturas matemáticas semelhantes no oceano que também são conhecidas por ocorrer nas bordas dos buracos negros.

"Segundo os cálculos, esses turbilhões que transportam água satisfazem o mesmo tipo de equações diferenciais que a área circundante que buracos negros fazem na teoria da relatividade geral", disse George Haller, um dos pesquisadores do estudo.

Usando observações de satélite, os pesquisadores foram capazes de não só identificar os limites de vários destes turbilhões, como também confirmar que os remoinhos eram matematicamente equivalente a buracos negros.

Esses vórtices oceânicos estão tão apertados que eles agem como um recipiente para a água presa dentro deles. A temperatura da água e o teor de sal dentro dos remoinhos pode ser diferente do oceano circundante. À medida que deriva através do mar, eles agem como caminhões de transporte de microrganismos como o plâncton, ou mesmo lixo humano, resíduos tais como óleo ou de petróleo.

Uma consequência interessante desses buracos negros do mar é que eles podem estar aumentando o transporte para o norte de água morna e salgada do Oceano Austral, também conhecido como o Oceano Antártico. Isto é importante porque ele pode estar ajudando a retardar o derretimento do gelo do mar no hemisfério sul, o que poderia contrariar alguns dos efeitos negativos do aquecimento global.

Agora que os pesquisadores têm uma forma de identificar os limites destes turbilhões, eles podem começar a estudar exatamente como os vórtices podem impactar nossa mudança climática.

O vídeo a seguir, fornecido pela New Scientist, mostra como alguns destes turbilhões, ou buracos-negros como têm sido estudados, estão em movimento através do oceano. Um grande vórtice pode ser visto em espiral em todo o Golfo do México.

Confira o vídeo:



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