segunda-feira, 30 de novembro de 2015

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Pesquisa conclui: ''Numero de pessoas religiosas está caindo drasticamente em todo mundo''


A Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová, também conhecida como Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, utilizou a revista Despertai!, um dos seus principais veículos de comunicação no mundo, para divulgar que o número de religiosos no planeta está diminuindo a cada dia que passa.




Com o questionamento "A religião tem futuro?", estampada na capa da edição de novembro de 2015, a própria denominação cristã reconhece que as pessoas estão ficando "desiludidas com a religião". Para provar isto, aponta dados recolhidos em 57 países, que representam 73% da população mundial, pelo Índice Global de Religião e Ateísmo (IGRA) de 2012, publicado em inglês pela Gallup International. Os dados mostram que:

Entre 2005 e 2012, o número de sul-africanos que afirmam ter uma religião caiu 19%.
No mesmo período, o número de religiosos no Vietnã despencou de 53% para 30% (-23%).
Na Austrália, cerca de metade da população se diz não religiosa. De cada 10 habitantes, um se declarou "ateu convicto".

Na Tunísia, seis de cada 10 entrevistados dizem não ir mais à mesquita para realizar adorações. Eles se mostram satisfeitos por realizar seus rituais de oração em casa.
Os Estados Unidos também sentiram uma revolta contra a religião. Ainda segundo a revista, 30% dos adultos com menos 30 anos não possuem doutrina religiosa. De idades gerais, 20% revelam não ser membros de nenhuma igreja. Desde 2005, o número de pessoas religiosas na maior potência econômica mundial desceu 13 pontos percentuais.

A França é outro país em que a liberdade de pensamento está falando mais alto. 37% dos entrevistados disseram ter sim uma religião, mas apenas eles. Todos os 63% restantes disseram não ser vinculados a nenhuma religião, ou revelaram-se mesmo ateus. A revista The Economist relembra que, num país que durante séculos foi extremamente católico, o catolicismo "está a beira do colapso".

62% dos japoneses relataram não ser religiosos. Desses, muitos são ateus. Apenas 16% dos participantes disseram seguir alguma ideologia divina.

Entre os dez países com o maior número de ateus está a Irlanda. Na pesquisa, 45% das pessoas disseram não ser religiosas, e outros 10% declararam-se ateus. A Igreja Católica sempre exerceu forte domínio na cultura e nas ações do povo irlandês, mas foi neste país que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado em um referendo por maioria dos votos (62%).

A revista Despertai! apresenta três pontos principais para o abandono da religião. Um deles é a relação entre a fé e o dinheiro. A publicação cita que na Alemanha, por exemplo, onde muitos religiosos lutam para conseguir o básico, um bispo religioso foi acusado de levar uma vida de muito luxo e extravagâncias. O Pew Research Center informou que muita gente acha que a religião tem dado mais destaque ao dinheiro do que deveria.

A situação financeira das pessoas em boa parte do mundo vem melhorando, e com isso as pessoas estão se sentindo mais seguras e confortáveis sem precisar recorrer a anjos da guarda ou seres espirituais. O professor universitário de Economia, John Nye diz que, em muitos lugares hoje, alguns tem um "padrão de vida que faria o rei mais poderoso de 200 anos atrás morrer de inveja".

"Quanto mais rico alguém fica, menos religioso se considera", afirma o IGRA. Talvez está aí a explicação para o motivo de pessoas que vivem em países mais ricos e evoluídos tendem a ser menos religiosas. Onde a maioria da população é pobre, é mais frequente ver pessoas envolvidas em oração para um Deus.

As pessoas, principalmente os mais jovens, têm visto a religião como algo antiquado e que atrasa a evolução da sociedade, perdendo a confiança no padrão de moral estabelecido pelas igrejas por achar que os líderes religiosos não têm moral para definir o que é certo (puro) ou errado (impuro) para os seres humanos. Além disso, quando percebem que estão sendo controlados como marionetes nas mãos de pessoas de grande influência, muitos decidem afastar-se das instituições religiosas. Fonte: [BrBlasting news]

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