quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

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China irá abrir fábrica de clonagem de animais em escala industrial. Em breve será com os humanos?


Vários cientistas chineses revelaram um conjunto planos para a maior fábrica de clonagem animal do mundo.




Como base de construção deste projeto, já por si considerado polêmico, está a ideia de que é preciso fazer alguma coisa face à ameaça permanente de extinção que pende sobre diferentes espécies animais.

A polêmica adensa-se visto que esta fábrica tem já data marcada para arranque das funções no segundo semestre de 2016.

Mas a principal função desta fábrica de clonagem é mesmo a produção de animais para consumo humano.

Na história da indústria chinesa são vários os registos em que produtos alimentares para consumo humano não cumprem as normas mínimas de confecção, higienização e conservação, levando mesmo a problemas de saúde graves entre as populações.

Gado para consumo humano

À frente deste novo projeto está a BoyaLife, em parceria com a Sooam Biotech da Coreia do Sul. A empresa chinesa prepara nesta altura uma área de 14 mil metros quadrados em Tianjin, na China, e afirma que o principal foco industrial vai incidir na clonagem de gado para acompanhar a procura desenfreada por parte do mercado asiático.
"Nós vamos e estamos dispostos a ir por um caminho que ninguém ainda tentou percorrer", afirmou Xu Xiachun, CEO da BoyaLife, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Segundo Xiachun, a fábrica espera produzir cerca de 100 mil embriões de vaca anualmente e quer mesmo agarrar, com este novo produto, cinco por cento do mercado chinês.

Dolly, o primeiro clone conhecido em 1997

Decorria o ano de 1997 quando a comunidade cientifica dava a conhecer, oficialmente, o primeiro animal clonado do mundo.

A ovelha Dolly nasceu a 5 de julho de 1996 e foi o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso a partir de uma célula adulta, tendo vivido nove anos - até fevereiro de 2003.

A polémica e ainda frágil conduta científica nesta matéria implicou que a divulgação do facto apenas fosse dado a conhecer a 22 de fevereiro de 1997, quando Dolly já tinha sete meses de vida.

A ovelha foi criada por investigadores do Instituto Roslin, na Escócia, e os créditos da clonagem foram imputados ao investigador Ian Wilmut. Mais tarde, em 2006, o cientista revelou que afinal Keith Campbell era na verdade o maior responsável pela clonagem.

Dolly foi clonada a partir das células da glândula mamária de uma ovelha adulta com cerca de seis anos, através de uma técnica conhecida como transferência somática de núcleo."Esta carne vai ser vendida na Coreia do Sul ou na China? Se for na China, por favor, façam os nossos líderes comê-la primeiro” -  internauta chinês.

Desde então o processo de clonagem animal ganhou outro ritmo e foram vários os laboratórios, em todo o mundo, que se dedicaram a aperfeiçoar e a produzir este tipo de experiências.

Em 2010, nos Estados Unidos, soube-se que tinha entrado para o mercado a produção de carne de vitelo proveniente de uma vaca clonada, na indústria de alimentos norte-americano, provocando uma investigação, tendo mesmo fornecedores britânicos exigido várias autorizações especiais para vender esse tipo de carne.

"Esta carne, definitivamente, deve primeiro ser consumida pelos líderes do Governo central chinês; só depois de eles e das suas famílias terem comido esse tipo de carne, durante dez anos, é que eles se devem dignar a dar-nos", escreve um cidadão chinês num post publicado pela edição online da estação britânica Sky News.

Além das carnes de bovino, caprino e suíno, os cientistas da fábrica chinesa esperam também clonar outro tipo de animais, tais como cavalos de corrida enxertados de vários cavalos campeões, como por exemplo pôneis de pólo na América do Sul e cães polícia, farejadores, capazes de encontrar drogas ilegais ou pessoas durante desastres naturais. Via: WWC

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