domingo, 13 de dezembro de 2015

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Cientista afirma ter encontrado possível causa da extinção dos dinossauros: 'Matéria escura ou uma estrela chamada NEMESIS'


EUA- Muitos cientistas atualmente estão intrigados e perguntando-se algum tipo de evento cosmológico poderia ter impulsionado o número de cometas no momento da extinção dos dinossauros, fazendo com que tal colisão torna-se mais provável. 




Em um livro recente, a cosmóloga americana Lisa Randall, sugere que um enorme disco de "matéria escura" - um tipo de matéria invisível que é cinco vezes mais comum do que a matéria "normal" em nosso universo - poderia ter sido a responsável. Quando passado no nosso sistema solar tal disco causaria uma pequena perturbação no espaço, com tal força gravitacional que poderia fazer com que cometas fossem para fora do sistema solar. 

Mas como podemos acreditar nessa teoria? E há outros eventos cosmológicos que poderiam explicar a questão? Cada vez mais evidências astrofísicas e cosmológicas sugerem que há muito mais matéria escura em nossa galáxia do que a matéria normal. Embora seja invisível, sabemos que ela está lá por causa da atração gravitacional que tem sobre os objetos ao seu redor. O facto de que é escura significa simplesmente que não emite ou absorve a luz, o que torna mais difícil de detectar. A maioria dos cosmólogos acreditam que esta matéria de fato faça parte de nossas galáxias e aglomerados de galáxias, e que mova-se lentamente, e seja "fria" (porque as partículas em movimentos rápidos são quentes). Randall sugere que há todo um disco de matéria escura em nossa própria galáxia. 

Para que tenha um efeito sobre nós, teria de ser mais ou menos alinhada com o disco visível da Via Láctea, de modo que o sistema solar oscile em torno de como ela viaja ao redor do centro da galáxia. Mas isso é problemático porque, para ser capaz de explicar as observações feitas até agora, os cosmólogos acreditam que a matéria escura iria formar grandes halos esféricos ao redor de galáxias em vez de discos. Para contornar esta situação, nós precisamos fazer a matéria escura mais estranha do que já é. Randall sugere que há mais do que um tipo de matéria escura sob a forma de uma "contaminação", que diz poder compreender 5-10% da matéria escura total. ''Este tipo de matéria escura é diferente, porque ela pode interagir com ela mesmo como a matéria normal faz. Enquanto a maioria da matéria escura pode fluir através de si mesmo, sem parar, esta chamada matéria escura especial pode deter-se de mover-se e, assim, formar um disco galáctico, como a matéria normal faz.'' Mas, como Randall admite em seus trabalhos de pesquisa, ''nós não sabemos com certeza que tal matéria escura seria de um formato de um disco. Mesmo se o fizesse, não há nenhuma razão para que este disco escuro estivesse alinhado com o disco visível da Via Láctea, o que teria que fazer para que possa desencadear um enorme cometa em direção à Terra.'' 

Randall é um cosmóloga de renome mundial, sendo assim sua proposta é certamente credível. Desde que o modelo não entre em contradição em observações futuras, Randall acredita que há uma pequena possibilidade em que seu cenário resultasse em um aumento de cometas e asteróides. Então, há alguma evidência disso no registro geológico ou paleontológico? Embora a questão ainda esteja em debate, não há provas conclusivas de que as extinções possam ter acontecido periodicamente. A equipe de Randall reivindica que o aumento nos cometas podem acontecer a cada 35 milhões de anos ou mais, o que alguns podem argumentar que tal fato poderia correlacionar com extinções em massa. Assim, apesar de uma série de incógnitas, seria um disco escuro a melhor proposta cosmológica para explicar as extinções em massa? Uma outra proposta que foi apresentada é que o sol tem uma estrela companheira, chamada Nemesis. Nemesis é uma, leve estrela hipotética vermelha / marrom anã que orbita o Sol a uma distância de cerca de 1,5 anos-luz. A cada 25m anos, ela faz uma passagem mais próxima do Sol, o que poderia resultar em aumento da atividade de cometas, por causa de sua atração gravitacional. Esta não é uma hipótese razoável, uma vez que a maioria das estrelas pertence a sistemas com várias estrelas. No entanto, as anãs marrons são relativamente incomuns e Nemesis ainda não foi observada. Para mim, o cenário de Randall é muito mais interessante do que uma proposta realista. Embora seu modelo teórico seja muito completo e mais concreto do que pode parecer à primeira vista, o fato de que não há nenhuma evidência real de periodicidade em extinções em massa e formação de crateras na Terra é um problema. Além disso, de acordo com a navalha de Occam, que sugere a solução mais simples é provavelmente a melhor, nunca é uma boa idéia inventar mais tipos de matéria escura do que você realmente precisa. No entanto, a proposta não é certamente impossível e deve ser levada em conta ao fazer observações. Além do mais, ela serve para nos lembrar que a física básica e cosmologica são aspectos fundamentais da natureza que podem até mesmo influenciar o destino da vida na Terra (via theconversation.com)

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