domingo, 13 de dezembro de 2015

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Pesquisadores apontam que a ''traição'' tenha ajudado na evolução do ser humano no planeta terra


Foi a traição um elemento indispensável para a propagação da espécie humana no planeta? É isso que indica uma pesquisa recente de arqueólogos da Universidade de Yorque, no Reino Unido.  




Um artigo publicado pela revista Open Cuaternary propõe que a mudança no deslocamento dos seres humanos pelo planeta, há 100 mil anos, pode ter ocorrido devido a alterações do intercâmbio emocional das relações humanas.  Até então, todos os movimentos migratórios podem ter sido determinados por eventos ambientais, causados por variações demográficas ou ecológicas. Porém, alguma coisa aconteceu há 100 mil anos... 

Para Penny Spikins, principal autora da pesquisa, foi quando os compromissos de lealdade entre as pessoas se tornaram vitais para a sobrevivência e foram desenvolvidas técnicas para identificar e castigar aqueles que os violavam. Dessa forma, os conflitos morais, a falta de confiança e o sentido de traição criaram a necessidade de se distanciar dos rivais. Isso, mais que qualquer mudança ambiental, possibilitou a grande velocidade com que os seres humanos começaram a viajar para todos os cantos do mundo, superando barreiras geográficas de todos os tipos.  

Foram as deslealdades que teriam levado os seres humanos a se dispersarem por ambientes também pouco acolhedores: para evitar amigos antigos ou aliados descontentes. “Apesar de vermos na dispersão mundial de nossa espécie um símbolo do nosso sucesso”, conclui Spikins, “parte das motivações dessa dispersão refletem, na verdade, um lado mais sombrio, embora não menos ‘colaborativo’ da humanidade”.

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