domingo, 13 de dezembro de 2015

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Será que em breve iremos beber o mesmo vinho que Jesus bebeu? Cientistas estão usando DNA para ressuscitar bebidas de 2 mil anos de idade


Na Bíblia em uma passagem, Jesus fez um milagre ao transformar água em vinho, mas agora os cientistas podem ser capazes de realizar algo próximo ao seu próprio 'milagre' : ressuscitar uma bebida de 2.000 anos de idade. 




Os pesquisadores estão usando sementes antigas de uva e realizando testes genéticos para recriar os antigos vinhos bebidos por Jesus Cristo, Rei David e seus contemporâneos. Eles encontraram cerca de 120 castas únicas que parecem ser indígenas de Israel, 50 das quais foram domesticadas e 20 são adequadas para a produção de vinho. Dr Elyashiv Drori, um enólogo na Universidade Ariel que está liderando a pesquisa, também está usando sementes encontradas nas ruínas de templos judaicos ao lado de cacos de argila marcadas em hebraico antigo com as palavras «vinho suave 'para descobrir se essas variedades foram usadas para fazer o vinho durante a época de Cristo. 

Sua equipe está usando-as para identificar uvas raras que crescem em locais isolados ao redor de Israel que atendam essas variedades antigas. Eles esperam que seu trabalho possa eventualmente ser possível de se realizar atualmente. Dr Drori já se uniu com uma adega para produzir um vinho branco a partir de um tipo de uva quase extinta chamado Marawi. Esta uva foi cultivada em Belém e origina-se a cerca de 220 A.C. O Recanati Winery conseguiu produzir 2.480 garrafas de vinho no ano passado. Falando ao The New York Times, o Dr. Drori disse: "Todas as nossas escrituras estão cheias de vinho e com uvas - antes que os franceses sequer pensassem em fazer vinho, estávamos exportando vinho. "Nós temos uma identidade muito antiga, e para mim, reconstruir essa identidade é muito importante. Para mim, é uma questão de orgulho nacional. ' 

Entre as outras sementes de uva os investigadores estão procurando aquelas que podem ser encontradas nas fezes de burro em Timna. Esta região é o lar de minas de cobre que data do século 10 aC, período quando o rei Salomão governou. Dr Drori acredita que os animais podem ter sido alimentados pelo bagaço, o resíduo deixado após vinificação. No total, os pesquisadores estão tentando criar vinhos de 30 diferentes variedades de uvas encontradas nas margens do Mar da Galileia e no sopé de Jerusalém. Sua equipe está usando testes de DNA para coincidir com estas uvas existentes desses restos antigos que acreditam-se ter sido usadas na produção de vinho no passado. Entre essas uvas estão a Dabouki, que pode ser uma das mais antigas das variedades israelenses e poderia ser sem sombras de dúvidas um bom candidato para um dos vinhos bebido por Jesus e seus discípulos (via dailymail.co.uk). 

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