quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

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''Viagem mental no tempo seria um dom exclusivo dos seres humanos'' Afirmam físicos


Quando falamos sobre a viagem no tempo a concepção mais comum que conhecemos de obras é o filme ''Back to the Future''. No entanto, há uma versão mais convencional da viagem mental, onde somos capazes de voltar e reconstruir as memórias de experiências passadas na ordem correta em que ocorreram, para aumentá-las, deformando e até mesmo alterá-las. 




Um grupo de pesquisadores concluiu que, em seu último estudo que este dom de memória pertenceria apenas a raça humana. De acordo com um relatório, uma equipe de cientistas do Bochum Ruhr-University (RUB) na Alemanha e na Universidade de Queensland (UQ) na Austrália, teria encontrado uma ligação entre a memória episódica e a capacidade humana de criar cenários mentais sendo esta última a marca fundamental da nossa raça. Para chegar a esta conclusão, a equipe liderada pelos professores Sen Cheng e Markus Werning, desenvolveu um novo modelo teórico que mostra como os seres humanos seria a única espécie capaz de viajar através do tempo mentalmente, de dois fatores: as memórias a experiência passada e capacidade de compor cenários mentais consistem em eventos já vividos e / ou expectativa de uma possível experiência neles. 

De acordo com esta teoria, cada cenário mental é criado por ligar eventos no passado com outras informações e experiências, o que permite reconstruir uma abordagem que permitiria o indivíduo a reviver uma experiência ou foco detalhes (e até mesmo variações). No filme "The Butterfly Effect" ("The Butterfly Effect" na sua versão original) um estudante de psicologia descobre que a leitura de jornais que ele escreveu como um adolescente sobre a recomendação de seu psiquiatra, pode voltar ao passado e mudar as coisas. 

Para conferir uma análise comparativa da atividade metabólica cerebral de vários assuntos de estudo foi utilizado a imaginação do mesmo evento em diferentes momentos do tempo, criando cenários mentais, observando que ao pensar sobre o passado e o futuro ativam diferentes áreas do córtex parietal esquerdo, cerebelo, tálamo e córtex frontal esquerdo, em comparação com quando se pensa sobre o presente. Outras espécies têm a mesma capacidade de memória episódica, mas o ser humano seria o único capaz de reconstruir, comparar, adaptar e modificar vários cenários mentais passados e futuros, de modo que este elemento é celebrado como restrito aos seres humanos. O estudo também descobriu que quando se pensa em um passado imaginado, uma atividade futura real é projetada no cérebro. As mudanças não são tão contrastantes. Então, tudo é quase como aquele filme Efeito Borboleta, mas sem alterar os eventos.