quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

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Caso do ET de Varginha completa 20 anos e autoridades ainda ocultam a verdade


Três meninas teriam visto um extraterrestre em janeiro de 1996.
Cidade ficou mundialmente conhecida pelo caso, que nunca foi esclarecido.




Varginha, 20 de janeiro de 1996. Seria um dia normal na pacata cidade de 100 mil habitantes do Sul de Minas, mas o relato de três meninas mudou tudo. Elas disseram que viram um ser estranho, baixinho e de olhos vermelhos, que não parecia deste mundo. Do dia para a noite, pesquisadores e inúmeras testemunhas começaram a falar sobre o "ET de Varginha".

Surgiram mais relatos sobre criaturas e objetos não identificados, operações militares, movimentações estranhas na cidade e mortes misteriosas. O caso saiu em publicações ufológicas do mundo todo. Nesses 20 anos, muitas dúvidas ficaram no ar. Mas o certo é que a história faz parte do imaginário brasileiro e aterrorizou muita gente. Relembre os principais pontos dela:

Um empresário paulista viaja pela rodovia Fernão Dias em manhã de janeiro de 1996. A poucos quilômetros da entrada principal de Varginha, no sul de Minas Gerais, ele se assusta ao ver um grande objeto voador, a menos de 20 metros de altura, atravessar o seu caminho, soltando fumaça, e se espatifar a quase dois quilômetros depois, a sua esquerda, atrás de uma densa mata.

A versão, pouco conhecida, ocorreu em 13 de janeiro de 1996 e é considerada hoje o marco inicial do chamado Caso Varginha, que documenta a suposta queda de um disco voador em uma fazenda da cidade, cujos destroços teriam sido recolhidos por soldados do Exército.

Até então imaginava-se que o caso surgiu a partir do suposto avistamento de seres extraterrestres no bairro de Jardim Andere, uma semana depois, em 20 de janeiro, quando três meninas disseram ter visto um ser de aparência humanóide perto de um casebre desocupado.

O relato das ocorrências do dia 13 foram feitos pelo empresário e piloto de ultraleve Carlos Souza, de São Paulo, e estão registrados no livro "Varginha - Toda a Verdade Revelada", do pesquisador e palestrante carioca Marco Antonio Petit, publicado no ano passado pela Biblioteca UFO. Ele continua as investigações mesmo tendo passados 20 anos.

A obra resume os 20 anos de investigações sobre o Caso Varginha e traz algumas informações novas e muitos documentos inéditos. "Ainda estamos longe de concluir e de revelar o que realmente ocorreu em janeiro de 1996, mas avançamos bastante desde então e nunca paramos de tentar furar o esquema de acobertamento do Exército e de várias autoridades brasileiras", diz o autor.

Os ETs de Varginha só ganharam notoriedade no segundo semestre daquele ano, quando a grande imprensa tomou conhecimento de vários detalhes pouco conhecidos até então. O primeiro avistamento de um ser, no dia 20 de janeiro, foi desprezado à época aparentemente porque os depoimentos das três adolescentes não foram levados a sério.

Quando, no entanto, jornalistas ficaram sabendo de que outra testemunha teria visto um ser no mês de abril de 1996, Varginha se tornou o centro de uma corrida por informações daquele que viria então a ser considerado pelos ufólogos o mais importante caso da ufologia mundial, no mesmo nível do de Roswell, em 1947 -- quando supostamente uma nave espacial com dois tripulantes mortos teria caído naquela cidade do Estado do Novo México, nos Estados Unidos. O Exército dos Estados Unidos, que teria acobertado o caso e recolhido destroços e corpos, nega a ocorrência.

"Não restam dúvidas de que o caso é importantíssimo, até porque não há notícia na história da ufologia de um caso tão bem documentado e com depoimentos de tantas testemunhas que ou viram os ETs ou participaram, de alguma forma, da captura, do recolhimento de destroços ou do processo de acobertamento", diz Petit. "Entretanto, ainda hoje, só dá para ter certeza de uma coisa: alguma coisa importante aconteceu em Varginha entre 13 de janeiro e o fim daquele mês, dada a movimentação intensa das tropas do Exército."

De acordo com Petit, é possível falar em ao menos quatro criaturas vistas e/ou capturadas entre janeiro e abril de 1996, uma delas na manhã do 20 de janeiro, em uma caçada empreendida por soldados do Corpo de Bombeiros horas antes de as três adolescentes terem se deparado com um ser agachado perto de um casebre.

Na mesma noite, segundo o pesquisador, um segundo ser foi detido por policiais militares em um local próximo ao centro da cidade -- um deles, Marco Eli Chereze, que teria capturado a criatura sem proteção, morreu misteriosamente meses depois. Sua morte ainda permanece sem uma explicação considerada satisfatória, segundo depoimentos de parentes do policial ao autor do livro.

Petit apurou que as duas criaturas foram levadas para hospitais da cidade para análises preliminares. Em seguida, levadas em caminhões do Exército para a ESA (Escola de Sargentos das Armas), na vizinha Três Corações, e de lá, no dia seguinte, para Campinas provavelmente para a Unicamp (Universidade de Campinas). As suspeitas dos ufólogos brasileiros é de que todo o material tenha sido levado para os Estados Unidos.

"Gravei depoimentos em vídeo com militares brasileiros que participaram de toda a operação e que dão detalhes de tudo - -e que não hesitam em confirmar: eram seres extraterrestres e houve uma queda de uma espaçonave. Também tenho depoimentos de civis. Não posso divulgá-los por questões éticas, pois eu me comprometi com o sigilo, já que as consequências podem ser graves para os envolvidos", explica o pesquisador.

As três adolescentes que dizem ter avistado um ser no Jardim Andere - as irmãs Liliane e Valquíria Silva, na época com 16 e 14 anos, e Kátia Xavier, 21 - mantêm suas versões com convicção e impassíveis diante de chacotas e tentativas de desqualificação e garantem ter visto um ET.

O Exército sempre negou qualquer ocorrência do tipo em Varginha, assim como os médicos supostamente envolvidos nos dois hospitais da cidade e os policiais e bombeiros varginhenses.

Em nota oficial enviada por e-mail, o Exército brasileiro mais uma vez nega o caso, apesar do texto evasivo e inconclusivo:

"A respeito do assunto de sua mensagem [participação de soldados na captura de ETs], o Exército Brasileiro informa que determinou a abertura de processos investigatórios sobre o assunto, nos anos de 1996 e 1997. Tais procedimentos resultaram na instauração de um IPM (Inquérito Policial Militar), o qual foi encaminhado, naquela ocasião, à Auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar, em Juiz de Fora (MG). Não há documentos que tratem sobre assuntos de Ufologia nos arquivos do Exército Brasileiro."

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