domingo, 7 de fevereiro de 2016

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Zika vírus seria uma arma biológica de controle populacional criada pelos illuminatis?

Não demorou uma semana após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar que o Zika vírus é uma emergência global, para surgirem diversas teorias da conspiração sobre a doença. Conheça agora algumas das mais terríveis e assustadoras que já surgiram o Zika.

1 – Empresa criou arma biológica com mosquitos geneticamente modificados





Uma das teorias conspiratórias mais famosas afirma que o surto de Zika foi causado por mosquitos geneticamente modificados, criados e liberados pela empresa de controle de insetos, Oxitec. Embora seja verdade que a Oxitec, há algum tempo, esteja criando mosquitos geneticamente modificados, com testes recentes sendo feitos em algumas cidades do Brasil, a finalidade do projeto é exatamente contrária às acusações.

Os mosquitos da Oxitec carregam um traço genético hereditário que torna qualquer descendência incapaz de sobreviver sem o antibiótico tetraciclina. Quando um mosquito selvagem do sexo feminino cruza com um macho geneticamente modificado, as larvas morrem muito antes de atingirem a idade adulta.

Porém, a teoria não faz sentido, já que, para que o surto fosse global, a Oxitec teria de liberar diversos mosquitos transgênicos com uma ampla oferta de tetraciclina. Como a empresa de controle de insetos teria tantos vírus de Zika disponíveis? E como o epicentro do surto Zika ocorreu a centenas de quilômetros de onde a Oxitec fazia testes com os mosquitos geneticamente modificados (Piracicaba-SP)? Estas são perguntas que não têm respostas simples.

2 – A culpa é da família Rockefeller

Você sabia que o governo americano já possuía o Zika vírus em arquivos biológicos, desde 1947? Você sabia que ele foi originalmente criado em um experimento secreto dos laboratórios da família Rockefeller (família dos EUA considerada uma das mais ricas, poderosas e influentes do mundo) e está agora disponível para encomenda online? A ideia de que a epidemia atual de Zika decorre de amostras retiradas do American Type Culture Collection (ATCC) é uma das teorias de conspiração que estão circulando por aí.

Sabe-se que o ATCC realmente possuía amostras patogênicas em sua coleção de cultura biológica, e sim, o vírus Zika é uma delas. De fato, cientistas podem solicitar o acesso aos espécimes para fins de pesquisa. Mas não é exatamente como pedir uma pizza ou comprar um produto online. Para fazer um pedido de quaisquer espécimes, mesmo que sejam levemente patogênicos, é preciso mostrar diversas credenciais e documentos legais assinados por representantes da instituição de pesquisa. Por mais que tudo seja possível quando há poder, fundos ilimitados e interesses políticos envolvidos, é precipitado criar teorias conspiratórias como esta.

3 – Controle populacional

Uma das teorias envolve o interesse em controle populacional, relação com a indústria das vacinas e Bill Gates, o fundador da Microsoft e, curiosamente, dono da Oxitec, a empresa que realiza os testes dos mosquitos geneticamente modificados no Brasil. A teoria afirma que a melhor maneira de realizar um controle da população seria atingindo mulheres grávidas, gerando uma predisposição ao vírus com a ministração de “vacinas” suspeitas. 

Existem algumas versões diferentes desta teoria e as informações continuam nebulosas. Alguns dos “fatos” utilizados pelos teóricos da conspiração, estão abaixo:

– No final de 2014, o governo brasileiro acrescentou a vacina de dTpa (tétano, difteria e coqueluche) à lista de vacinações de rotina para mulheres grávidas;

– A vacinação de dTpa nunca foi comprovada segura para uso durante a gravidez. Na verdade, dTpa é classificada pela FDA (reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) como uma droga de classe C, ou seja, não é uma escolha segura durante a gravidez;

– O Zika vírus eclodiu no Brasil em 2015, um ano após a vacinação;

– A fundação Bill e Melinda Gates recentemente lançou um programa para estudar as respostas imunes de mulheres grávidas ao dTpa. Eles alegaram ser apenas um “teste para a segurança do esquema de vacina”;

– O Governo Federal Brasileiro mobilizou 220 mil soldados para lutar contra o Zika, pulverizando inseticidas nos bairros e casas para matar os mosquitos. Porém, o inseticida seria tóxico, oferecendo risco a mulheres grávidas e crianças;

– O governo também diz que vai distribuir repelentes de mosquitos para cerca de 400.000 mulheres grávidas que recebem bolsa-família. Autoridades de El Salvador, Colômbia e Brasil também sugeriram que as mulheres adiem a gravidez até que a crise seja controlada;

Todos estes itens combinados seriam uma vitória definitiva para uma possível “agenda de controle populacional” arquitetada por Bill Gates, o bilionário eugenista que assusta pessoas impedindo-as de engravidar.

O problema aumentou, recentemente, após pesquisas alegarem que o Zika pode ser uma doença sexualmente transmissível, pois foi encontrado no sêmen de um homem que possuía o vírus.

Se todas essas teorias são reais ou não, cabe a cada um tirar suas próprias conclusões. O fato é que o ideal é seguir as recomendações de prevenção da doença e combater a reprodução dos mosquitos Aedes aegypti. Fonte: Jornal Ciência

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