quarta-feira, 16 de março de 2016

Tags:

Restos humanos de 400 mil anos são encontrados na Espanha e surpreendem cientistas

O DNA nuclear de restos humanos de 400 mil anos encontrados na Espanha é a evidência genética mais antiga já encontradas dos neandertais, segundo estudo publicado nesta terça (15) na revista Nature. As informações são do portal UOL.

A investigação sobre ossadas de 28 indivíduos encontradas no sítio arqueológico Sima de los Huesos ("poço de ossos", na tradução livre), na Espanha, tirou as dúvidas sobre a identidade desses ancestrais encontrados há cerca de 30 anos.

Bastante preservados, os fósseis permitiram a coleta do mais velho DNA humano a partir de um dente e de um osso de perna encontrados na escavação.

Pesquisas iniciais em 2013 surpreenderam os cientistas ao indicar que o DNA mitocondrial era mais semelhante à linhagem dos denisovans, uma população antiga de humanos que habitaram a Ásia há 50 mil anos do que a dos neandertais. Contudo, o estudo genético feito com novas tecnologias aponta que os habitantes da Sima de los Huesos eram, de fato, parentes mais próximos da linhagem neandertal. 
Foto sem data mostra um crânio recuperado no sítio arqueológico de Sima de los Huevos
A pilha de ossos é estudada há três décadas, mas o estudo publicado nesta terça é o maior avanço na investigação. "Nós esperamos por muitos anos que avanços nas técnicas de análise molecular ajudassem um dia em nossa investigação destes fósseis", disse Juan-Luiz Arsuaga, membro da Universidad Complutense de Madrid e que lidera escavações na Sima de los Huesos.

A revelação do DNA pode ajudar na investigação de como nossa espécie (Homo sapiens) e os neandertais se originaram de um mesmo ancestral. Recentemente, estudos mostraram que sexo entre humanos e neandertais ocorreu 40 mil anos antes do que se pensava. Além disso, outra pesquisa apontou que a depressão e o vício humanos podem ter origem em heranças genéticas dos neandertais, assim como a alergia. Fonte: Uol notícias

Veja também: Estudo genético surpreendente revela que aborígenes australianos migraram há 50 mil anos atrás e foram guiados por algo desconhecido