quarta-feira, 8 de agosto de 2018

É descoberta a causa que leva a demência da doença Alzheimer!


Foram realizadas novas investigações e foi descoberta a causa que leva à demência quando falamos de doença de Alzheimer.


Investigadores da Universidade de Southwestern descrevem a descoberta como sendo o “Big Bang” da doença de Alzheimer. Estudar os emaranhados neurofibrilares que podem acumular e até matar neurónios é a nova linha de investigação.

A investigação concentra-se numa proteína específica chamada beta-amilóide e suspeita-se que a agregação dessa proteína seja a principal causa patológica dos sintomas da doença.

A TAU poderá ser a chave…

Esta nova investigação concentra-se numa proteína diferente, chamada Tau. Descobriu-se que estas proteínas Tau formam aglomerados anormais no cérebro, chamados emaranhados neurofibrilares, que podem acumular e matar neurónios.

Alguns cientistas acreditam que esta é realmente a principal fonte causadora da doença de Alzheimer.

Nesta nova linha de investigação, foi revelado que uma proteína Tau tóxica apresenta-se de forma desdobrada, expondo partes que geralmente são dobradas no interior, antes de se começarem a agregar.

São essas partes expostas da proteína que permitem a agregação, formando os maiores emaranhados tóxicos.

Esta é uma maneira de olhar para o início do processo da doença. Isso leva-nos de volta a um ponto muito discreto, onde vemos o aparecimento da primeira mudança molecular que leva à neurodegeneração na doença de Alzheimer.

A investigação está definida para ter dois caminhos de prospeção diferentes. Um primeiro olhar para o desenvolvimento de um teste de diagnóstico simples para detetar sinais desta proteína Tau anormal, seja através de um exame de sangue, ou um teste de fluido espinhal (que não é o ideal).

Se estas proteínas tóxicas da Tau puderem ser facilmente detetadas, os clínicos poderão diagnosticar a doença de Alzheimer antes que os principais sintomas cognitivos degenerativos se instalem.

O segundo caminho de investigação que flui para fora desta grande descoberta envolve investigar tratamentos prospectivos de drogas que poderiam interromper o processo de agregação de Tau.

Os cientistas apontam para uma nova droga chamada Tafamidis, como o exemplo interessante de um medicamento similar projectado para estabilizar uma proteína que pode acumular-se e causar sintomas adversos.