quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Alerta: Criança sofre AVC aos 7 anos de idade e médicos dão dicas aos pais de como identificar um possível derrame

Quando pensamos em acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame, logo associamos a doença a pessoas mais velhas, com excesso de peso, que tenham problemas cardíacos ou sejam fumadores.

Mas a verdade é que o AVC pode acontecer em qualquer pessoa, independentemente da idade ou condição de saúde, inclusive com crianças.

É isso mesmo! Muitas pessoas nem imaginam, mas, apesar de raros, os derrames pediátricos existem.

De acordo com a National Stroke Association, dos Estados Unidos, o risco de acidente vascular cerebral desde o nascimento até os 18 anos é de 11 em cada 100.000 crianças por ano.

Ou seja, os casos são raros, mas ainda assim eles acontecem.

Mesmo com algumas causas bem esclarecidas, o AVC infantil, diferentemente do AVC em adultos, ainda tem 25% dos casos sem origem identificada.

Entre as causas conhecidas estão as malformações do coração, apresentadas logo após o nascimento, que são as chamadas cardiopatias congénitas; doença ou inflamação dos vasos do sistema nervoso central, ou vasculopatias ou vasculites, e traumas em acidentes.

Anemias, como a falciforme; malformações dos vasos sanguíneos, complicações de infecções, como em casos de otite ou meningite também estão entre o que pode levar ao AVC infantil, da mesma forma, a varicela pode provocar inflamação dos vasos sanguíneos do cérebro e ser causa de um AVC em crianças.

É importante dizer que um acidente vascular cerebral se dá quando um vaso sanguíneo responsável pelo transporte de oxigénio e nutrientes para o cérebro fica bloqueado.

O derrame pode ser dividido em AVC isquémico, quando há a interrupção do fluxo sanguíneo do cérebro, ou AVC hemorrágico, que acontece quando há o extravasamento de sangue para fora dos vasos.

E assim como nos adultos, as crianças podem ficar com sequelas graves ou mesmo ir a óbito.

O derrame é uma das principais causas da paralisia cerebral na infância.
Foi o que aconteceu com Hudson.

O menino americano tinha apenas 7 anos de idade quando sofreu um derrame isquémico repentinamente e teve que recomeçar a vida do zero.

Reaprendeu a falar, a andar e a engolir.

A artéria cerebral média esquerda do cérebro dele tinha diminuído gradualmente devido a uma malformação congénita, que poderia ter sido causada por uma febre ou um vírus desconhecidos.

Isso causou um coágulo de sangue no lado esquerdo do cérebro.

Médicos alertam que durante o AVC infantil as crianças podem ficar confusas e até desmaiar.
Outros sintomas, como perda ou dificuldade para movimentar um dos lados do corpo, convulsão, perda da fala e deformação da boca, também são evidências de acidente cerebral infantil.

Um sintoma muito comum observado antes do derrame é a criança começar a arrastar uma das pernas, ou seja, ficar manca do nada.

Hudson jogava futebol no quintal com seus dois irmãos mais velhos, quando chegou a casa a chorar e a segurar o braço direito.

Ao tirar os sapatos, a criança, antes forte e saudável, caiu.

Ele também foi incapaz de falar.

A falta de informação e de conhecimento sobre a existência do AVC infantil faz com que a doença nem seja considerada, mesmo com a presença de muitos sintomas.
Outro problema observado pelos pediatras é o diagnóstico atrasado da patologia, chegando a levar até seis meses após o evento.

Se identificado logo e o tratamento iniciado na fase aguda, imediatamente após o evento, as hipóteses de recuperação plena são altas.

Mas quanto maior o tempo para uma intervenção, maiores podem ser as sequelas do paciente.

As crianças são capazes de obter cura completa e crescer sem a manifestação de nenhum problema relacionado a um AVC infantil, mas para isso é preciso que haja uma abordagem correta, identificação dos sintomas e tratamento adequado logo após o derrame.

Atenção: há ainda a possibilidade, menos frequente, de o AVC infantil ocorrer durante a fase pré-natal.
Isso significa que durante a gestação, dentro da barriga da mãe, o bebé teve um acidente vascular cerebral.

Mas o diagnóstico só é dado nos primeiros meses após o nascimento, quando a criança não movimenta um dos lados.

O AVC ainda na fase pré-natal acontece geralmente no terceiro trimestre da gravidez e é observado em mulheres com trombose venosa.

Hudson recebeu o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Ele é um sobrevivente de AVC pediátrico.

Hoje, seis anos após o derrame, ele nada, joga futebol e passeia pelo quarteirão na sua bicicleta.

Mas ainda tem sequelas e muito que recuperar e reaprender.