quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Cientistas descobrem que pessoas que roem unhas são as mais inteligentes

Algumas pessoas têm o hábito de roer as unhas na infância ou adolescência.
Esse comportamento inconsciente é despoletado pelo nervosismo, e pode se prolongar até a idade adulta. 

Existem outros tipos de costumes repetitivos como se coçar, estalar os dedos, puxar cabelos. Estima-se que aproximadamente 1 em 20 pessoas já tenha sofrido desse tipo de transtornos durante a vida.

No entanto, roer as unhas é o hábito mais comum. 30% da população mundial sofre desse comportamento nervoso! Ver alguém fazer isso pode ser muito desagradável e nada bonito de se ver ou ouvir. No entanto, estudos recentes provam que esse costume é sinal de perfeccionismo!

Muitas pessoas consideram esse um sintoma de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). No entanto, existe muito mais por detrás de roer as unhas. Num estudo recente, os pesquisadores investigaram os factores relacionados com esses transtornos repetitivos. Esse projecto foi liderado pelo psiquiatra Kieron O’Connor, da Universidade de Montreal, no Canadá.

Agora, os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Behavioral Therapy and Experimental Psychiatry (Diário de Terapia Comportamental e Psiquiatria Experimental), e estão chocando o mundo! Os investigadores encontraram um traço de personalidade comum a todas as pessoas que roem as unhas: o perfeccionismo.

Para poderem chegar a estas conclusões, os pesquisadores dividiram as pessoas em dois grupos: os que tinham transtornos, e os que não tinham. Ambos os grupos foram expostos a situações de stress (através da visualização de uma cena de um acidente aéreo) e relaxamento (som e imagens de ondas do mar). Para além disso, lidaram com o tédio (quando ficaram sozinhas num quarto) e frustração (os investigadores apresentaram um quebra-cabeça difícil como sendo um fácil).

Após a experiência, os pesquisadores perceberam que os transtornos repetitivos, como roer as unhas, acontecem em todas as situações menos a de relaxamento. Isso quer dizer que esses hábitos são uma resposta à frustração e ao tédio, não apenas à ansiedade e ao stress. Esse é um mecanismo usado para lidar com situações pouco produtivas.

Isso quer dizer que as pessoas com hábitos repetitivos são perfeccionistas organizacionais: detestam frustrações, são impacientes e ficam ansiosos quando não conseguem alcançar os objectivos, que são normalmente difíceis. Para além disso, essas pessoas tendem a fazer planos mais detalhados e se sobrecarregam com tarefas. O tédio é ainda pior que o stress pare eles.

O’Connor acredita que esta nova descoberta poderá ajudar a criar tratamentos para estes transtornos. Os profissionais de saúde poderão agora focar-se nos comportamentos perfeccionistas para curar este problema.

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