sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Papa Francisco é criticado por recomendar psiquiatria para crianças homossexuais

O Papa Francisco é considerado um clérigo moderado que não se esquiva de declarações misericordiosas sobre o tema da homossexualidade. 

No entanto, o Santo Padre não está completamente aberto a este assunto: em sua opinião, crianças com tendências homossexuais devem ser enviadas a um psiquiatra.

O chefe da Igreja Católica expressou essa opinião durante uma coletiva de imprensa no avião no caminho de volta de sua visita de dois dias a Roma.

Questionado por um jornalista sobre o que diria aos pais de uma criança possivelmente homossexual, Francisco respondeu que os aconselharia a "rezar, não condenar, falar, entender, dar lugar ao filho ou à filha".

Especialmente na infância, a psiquiatria pode conseguir muito, acrescentou o papa argentino. Vinte anos depois, as coisas são diferentes. "Eu nunca diria que o silêncio é um antídoto. Ignorar seu filho ou sua filha com tendências homossexuais é uma falta de paternidade ou maternidade."

"Eu não vou dizer uma palavra sobre isso."

Por outro lado, o papa não quis comentar as acusações do ex-embaixador do Vaticano nos EUA, o arcebispo Carlo Maria Vigano, em conexão com o suposto abuso do cardeal americano Theodore McCarrick. "Eu não vou dizer uma palavra", disse Francis a bordo da máquina do papa. "Acho que escrever fala por si", acrescentou ele, olhando para uma carta de Vigano.