segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Ciência confirma: Férias mais longas reduzem o risco de doenças cardíacas e são mais importantes que os medicamentos

Normalmente quando o nível de stresse fica muito alto aconselham-nos a tirar férias… E isso faz todo o sentido!

Além de relaxar o corpo e a mente, passar um tempo longe da rotina promove longevidade.

Quem afirma isso são investigadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia!

O resultado da pesquisa foi apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em 2018.

O estudo analisou 1.222 executivos masculinos de meia idade, nascidos entre 1919 e 1934 e recrutados no Helsinki Businessmen Study em 1974 e 1975.

Todos os voluntários tinham pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular, incluindo tabagismo, pressão alta, colesterol alto, triglicerídeos elevados, descontrole da glicose e excesso de peso.

Esses homens foram divididos aleatoriamente em dois grupos:

Grupo A – com a participação de 612 pessoas recebendo conselhos orais e escritos a cada quatro meses, a fim de que praticassem atividade física aeróbica, tivessem uma dieta saudável, atingissem o peso ideal e também parassem de fumar.

Quando necessário, um ou outro participante recebia remédios para controlar o colesterol.

Grupo B – com a participação das 610 pessoas recebendo cuidados habituais, sem a visita dos investigadores.

Após cinco anos, a equipa descobriu que o risco de doença cardiovascular foi reduzido em 46% no grupo A, em comparação ao grupo B.

No entanto, no final de um acompanhamento de 15 anos em 1989, houve mais mortes no grupo A do que no grupo B.

Isso parece estranho, não é mesmo?

Então os cientistas decidiram prolongar a observação por mais 40 anos.

E, analisando os registos de óbitos, os cientistas levaram em consideração o tempo de trabalho, de sono e as férias de cada participante.

Eles descobriram que as férias mais curtas estavam relacionadas com o excesso de mortes encontradas no grupo de intervenção.

Os participantes do grupo de intervenção que tiraram três semanas ou menos de férias anuais tiveram um risco 37% maior de morte entre 1974 e 2004 do que aqueles que tiveram mais de três semanas.


No entanto, a duração do feriado não teve impacto sobre o risco de morte no grupo B, e as taxas de mortalidade para os dois grupos foram as mesmas nos anos de 2004-2014.

Não pense que ter um estilo de vida saudável compensaria o excesso de trabalho.

Segundo a pesquisa, homens com férias mais curtas trabalhavam mais e dormiam menos do que aqueles que tiravam férias mais longas.

E esse estilo de vida stressante pode ter anulado qualquer benefício da intervenção médica.

“Achamos que a intervenção (leia-se cuidados com a saúde) em si também pode ter tido um efeito psicológico adverso nesses homens, acrescentando stresse às suas vidas”, explicou o professor Strandberg.

Mas os resultados não indicam que os cuidados com a saúde é prejudicial.

Em vez disso, eles sugerem que a redução do stresse é uma parte muito importante dos programas destinados a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Daí a grande importância das férias prolongadas.