segunda-feira, 22 de outubro de 2018

É isto o que acontece com o cérebro de uma pessoa que reclama muito...

Sabias que pessoas que reclamam demais podem ter uma disfunção no cérebro?

Quando nos deparamos com um problema e não sabemos enfrentá-lo, estimulamos pensamentos ruins que levam a comportamentos ainda piores.

A estreita relação entre nossos pensamentos e nossas atitudes tem um lado muito positivo:

 Aumentar nossa inteligência (QI)
 Aprender novas habilidades
 Combater certos danos cerebrais e alguns traumas
 Garantir inteligência emocional
 Evitar comportamentos, crenças e hábitos prejudiciais
O problema é quando não sabemos lidar com situações difíceis.

O dr. Michael Merzenich, um dos mais respeitados neuro-cientistas do mundo, diz que hábitos positivos geram pensamentos grandiosos.

E maus hábitos, por outro lado, causam prejuízo ao nosso cérebro.

Segundo Alex Korv, Ph.D. e autor do livro The Upward Spiral, a depressão não é sinal de que há algo de errado na estrutura do cérebro.

Tem mais a ver com a maneira como o cérebro lida com o stress, planeamento, hábitos, tomada de decisão e uma dúzia de outras situações.

E uma vez que um padrão de comportamento começa a se formar, ele causa dezenas de pequenas mudanças em todo o cérebro.

A neuro-plasticidade pode ser tanto o problema quanto a solução.

Entende: imagina uma pessoa que é constantemente negativa.

Ela vive insatisfeita com alguém ou com alguma coisa.

Pessoas negativas quase sempre reclamam muito, logo são irritantes para os parentes e amigos.

Esse comportamento não deve ser punido, mas entendido e tratado.

Pesquisadores da Universidade Clemson demonstraram empiricamente que todos nós reclamamos de vez em quando.

Alguns apenas fazem muito mais frequentemente do que outros.

Os reclamões geralmente se enquadram em um dos três grupos:

1. Os que buscam atenção
Elas agem como se estivessem em pior situação do que os outros.

Há pessoas que buscam atenção por meio de reclamações.

Quem está atento tende a ignorar, a fim de evitar gasto de tempo e energia.

2. Os crónicos
Estas pessoas vivem num estado constante de queixa.

Os psicólogos denominam essa ruminação de comportamento compulsório.

Se a pessoa não está reclamando, provavelmente está pensando nisso.

A ruminação é, infelizmente, directamente transmitida ao cérebro deprimido e ansioso.

3. Os de baixo QE
“QE” é a abreviação de quociente emocional , e os que fazem parte deste grupo têm pouco QE.

Essas pessoas não estão interessadas em sua perspectiva, pensamentos ou sentimentos.

Tu és interpretado como é uma caixa de ressonância,  uma parede de tijolos.

Ou seja,  a pessoa vai  desabafar sempre que tiver oportunidade.

O interessante é que a maioria das pessoas negativas não querem se sentir assim.

Acontece que elas não policiam o comportamento diante dos pensamentos ruins.

Portanto, reagem de maneira negativa, o que gera novos pensamentos prejudiciais.

Nosso cérebro possui algo chamado viés da negatividade.

Em termos simples, o viés da negatividade é a tendência do cérebro de se concentrar mais em circunstâncias negativas do que positivas.

O dr. Rick Hanson, neurocientista e autor do Cérebro de Buda, explica o viés da negatividade dizendo que os estímulos negativos produzem mais actividade neural do que os positivos.

E, para piorar, são também percebidos com mais facilidade.

Quando nos concentramos repetidamente no negativo, reclamando, estamos disparando e reactivando os neurónios responsáveis pelo viés da negatividade.

Estamos criando nosso comportamento negativo através da repetição.

É por isso que precisamos sempre neutralizar os pensamentos negativos.

Meditação e atenção são indispensáveis neste processo.

A pesquisadora de psicologia positiva, Barbara Fredrickson, e seus colegas da Universidade da Carolina do Norte mostraram que as pessoas que meditam diariamente apresentam mais emoções positivas do que aquelas que não meditam.

Então, procura meditar.

Depois de aprenderes os fundamentos da meditação, que envolve o foco na respiração, cria um cronograma diário.

Isso ajuda bastante!

Quinze ou 20 minutos de meditação diária podem fazer uma grande diferença em tua vida.

Experimenta!