segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Sua altura pode determinar a idade em que você morrerá, descobre novo estudo

O homem mais alto da Grã-Bretanha morreu tristemente  no mês passado - há uma tendência para os 'gigantes' morrerem mais jovens que pessoas mais baixas. 

E os pesquisadores podem ter descoberto o porquê.

Neil Fingleton tinha 2 metros e meio de altura, um detentor do recorde mundial de Guiness, jogador de basquete e apenas 36 anos de idade quando morreu.

Embora a causa ainda não seja conhecida, essa pouca idade não é incomum entre pessoas altas. O lutador Andre the Giant (sete pés e quatro polegadas, morreu aos 46 anos), Matthew McGory (2,30m morreu aos 32 anos), Robert Wadlow (2,50m, morreu aos 22 anos) são alguns dos mais famosos homens que morreram tristemente em tenra idade.

Em contraste, os habitantes da ilha japonesa de Okinawa (que têm uma altura média de 1,50 m) foram encontrados para ter a maior expectativa de vida na terra para os homens: 78 anos de idade.

Os cientistas acreditam que os mesmos fatores por trás do crescimento acima da média também podem ser o que leva à morte prematura.

A glândula pituitária do cérebro, que produz hormônios e dá início ao processo de puberdade (quando a maioria das pessoas sofre um surto de crescimento) pode desenvolver tumores que causam a produção excessiva do hormônio do crescimento. O efeito resultante é denominado "gigantismo".

O professor clínico Alexander Vortmeyer disse ao Gizmodo que a insuficiência cardíaca é a causa mais comum de morte entre pessoas mais altas. A insuficiência cardíaca pode ocorrer quando essas doses extras do hormônio do crescimento afetam o coração.

O Postgraduate Medical Journal do British Medical Journal sugere que os hormônios tornam o coração mais espesso em desproporção às suas câmaras de bombeamento de sangue. Outros problemas podem incluir diabetes, devido ao efeito do hormônio na insulina.

Pessoas mais altas não precisam se preocupar. Embora a doença cardíaca seja um risco, um estudo do Journal of Epidemiology & Community Health descobriu que pessoas mais altas tinham um risco de doença cardíaca e, mesmo assim, a altura era um fator menos importante do que coisas como exercícios regulares e alimentação saudável.